sábado, 14 de junho de 2014

A Experiência Universal

Meus amigos me conhecem pelo eterno moleque que sempre fui. Responsável ao extremo no trabalho, me deixo solto quando penduro a gravata e tiro o sapato social, tentando aproveitar ao máximo as oportunidades que a vida me apresenta, com bom humor, leveza e sempre carregando um sorriso no rosto. 

Dessa vez, passando por Orlando, tive a chance de conhecer mais um parque da cidade. Para deleite de duas colegas que não haviam ainda entrado nesse mundo mágico dos parques temáticos da Florida, acabei indo com elas para o Universal's Islands of Adventure.

Sempre carismáticos, fomos recebidos por inúmeros sorrisos e desejos de "bom divertimento". Já no estacionamento, percebemos a organização do negócio. Os carros vão parando na vagas, um após o outro, sem a permissão de estacionar onde quiserem. Precisam seguir a ordem que estão sendo apontados é, acreditem, isso faz diferença. Em minutos, um andar inteiro é preenchido de automóveis, sem que fiquem vagas ou a necessidade de procurar por elas. 

Na fila para a compra dos bilhetes, monitores gigantes informam preços e condições meteorológicas. Nesse parque, em específico, é possível promoção um ingresso que vale para o outro parque do mesmo estúdio: Universal Studios Florida. Como tínhamos pouco tempo, decidimos pelo bilhete simples para apenas um parque. 

Demos sorte do parque não estar tão cheio. Apesar disso, pegamos uma média de 30 minutos de fila por atração, o que não é muita coisa, levando-se em consideração os 90 a 120 minutos que podemos pegar, nas altas temporadas. 

Uma dica para isso é comprar o chamado Universal Express. Com esse bilhete especial, pegamos uma fila diferente, bem menor, com prioridade de embarque nas atrações. O preço de entrada comum, já comas taxas, fica em torno de US$102,00. Com o Universal Express, esse preço sobe para US$185,00. Contudo, acredito que seja diversão ininterrupta. 

Outra manhã para esse parque é iniciar pela ala dos Super Herois. É uma parte mais clássica do parque, com brinquedos mais antigos, apesar da manutenção os deixarem sempre em perfeitas condições de uso. Contudo, a tecnologia utilizada na ala do Harry Potter, por exemplo, pode diminuir a sensação de diversão das outras, caso seja usufruída antes. 

Antes de começar a brincar, procure o stand do Capitão America. É logo na entrada, à direita. Lá, você poderá comprar um copo da Coca-Cola Freestyle. Esse copo pode ser enchido "gratuitamente" em vários pontos do parque com mais de 100 opções de bebidas. Só de Coca-Cola, são 9 opções, incluindo a diet, caffeine free, sugar free, lime, vanilla, cherry, vanilla-cherry, raspberry, zero é lime-vanilla. Para os que não bebem refrigerante, tem limonada e ice tea. 

Se jogue de cara na montanha russa do Incrível Hulk. Além da alta velocidade, vários loopings e, óbvio, muita gritaria, é o início perfeito para o dia de aventuras. Esse brinquedo te surpreende logo no início, antes da primeira queda, mas vou me abster de comentar para não estragar a surpresa de quem vá depois. Mas o resultado, sem dúvida, é sair do brinquedo descabelado e suando, de tanta adrenalina.

A queda livre do Dr. Destino também me surpreendeu. Para quem já foi ao Hopi Hari, esse brinquedo é semelhante à Torre Eiffel. É menor a altura, contudo o susto é muito maior porque o elevador sobe repentinamente sob o efeito de luzes estroboscópicas e cortina de fumaça. Depois, despenca sob aceleração. A risada vem depois, de nervoso. Mas a experiência é incrível. 

O 3D do Homem-Aranha é outro clássico dessa área. Num carrinho, vc é levado pelas ruas de uma Nova York sob ataque de vários dos inimigos do aracnídeo. Sinta-se jogado de um lado pro outro, para cima e para baixo e, de novo, em queda livre, depois que os vilões resolvem te atacar para chamar a atenção do herói. É uma experiência puramente visual, mas que vale a pena. 

Aproveite o dia quente na ala do Jurassic Park. Com muitos brinquedos que molham de verdade, leve uma muda de roupa e uma sandália tipo papete ou crocs. Esses brinquedos  são divertidos, mas o calor exagerado junto com a roupa molhada são um convite a uma dor de garganta ou uma gripe - ambas indesejáveis quando se está de férias. 

Saia da floresta e entre no espetacular mundo de Harry Potter. Passe pelos portões de Hogsmeade, tome uma cerveja amanteigada e siga para a esquerda para sua visita a Hogwarts. É lá que vc vai fazer um passeio de vassoura com o próprio Harry, em torno do castelo, passando pelo meio de uma partida de Quadribol, fugindo de dragões e, claro, de Malfoy e dos Dementadores.

O vôo do Hipogrifo acaba sendo uma atração mais infantil e mais tranqüila, depois de passar pela montanha russa do Hulk, mas vale a pena para olhar os arredores do parque - e dar um descanso para o labirinto que já vai estar doido com tanto sobe e desce. Aconselho. 

De repente, chega-se na montanha mais ousada do parque: a Dragons Challenge. Veloz, com mais loopings e rasantes em florestas e riachos, a característica principal dessa atração é a falta de apoio para os pés, que ficam pendurados durante todo o vôo. Mais uma vez, chega-se suado e rouco no final da atração, mas com a risada solta de tanta adrenalina. 

O parque ainda conta com mais duas alas que não tivemos tempo de explorar: O Continente Perdido e a Terra de Seuss. Pelo que vimos, são atrações mais teatrais e infantis, mas tudo vale a pena pela ambientação perfeita de tudo, nos mínimos detalhes. 

Em resumo, um dia no qual a maior preocupação era curtir e ser feliz, com as companhias das colegas Maria Oshino e Laura Heller, a que devo agradecer imensamente por embarcar nessa maluquice comigo e se deixar ser criança de novo. 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Aliança

E então o filho nasceu gay. Desde pequeno exibe trejeitos menos masculinos, dança, canta, adora interpretar e tem os sentimentos à flor da pele. Desde pequeno, lembra-se de observar atentamente os corpos masculinos nos vestiários dos clubes de natação que freqüentava, sem sentido sexual, por causa da tenra idade, mas com uma adoração daqueles corpos já formados. Músculos e pelos. A forma masculina em sua essência. 

Chegou a adolescência e, com ela, os desejos. Observar já não era mais suficiente. Mas todo o peso da sociedade, da moral e dos bons costumes resolveram cair sobre seus ombros. Em 1989 deu seu primeiro beijo, com uma menina que seria a consorte da Rainha do Axé, em 2013. Seguiu-se a grande paixão platônica da adolescência, Daniela. Depois, a primeira namorada fora dos muros do colégio,  Ana Paula. E assim vieram Marianne, Daniela, Flavia, Cristina e, enfim, Manuela, com quem passou belos anos e teve, pela primeira vez, seu coração inteiramente destruído. 

Nesses anos todos, quis realmente estar com todas elas, mas jamais deixou de observar a forma masculina. Modelos de sunga em outdoors captavam seus olhares. Capas de revistas com os galãs do momento o faziam pensar como seria estar com um deles. Entre uma e outra, claro, se deixava brincar com colegas de classe, amigos da natação ou os próprios vizinhos, curiosos, experimentais, se descobrindo e gozando cada momento. 

Aproveitou seu momento olimpiano. Atleta, campeão, corpo escultural, popular na escola ou onde passava, atraia olhares, sorrisos e galanteios. Exibia em regatas os músculos torneados dos braços, em bermudas as pernas definidas e, quase sempre sem camisa, o desenho dos peitorais trabalhados na água e o abdômen sem dobras. Reto. Liso. Teso. 

Com o coração partido, reencontrou uma amiga de infância, que conhecera quando tinha apenas 5 anos. E assim, teve seu primeiro contato com um mundo heterogêneo. Sem que ela soubesse de suas parcas experiências, o apresentou ao novo mundo, do qual nutria um eterno receio. Mas a música foi mais forte, o ritmo o dominou e, quando menos havia percebido, a pista de dança o tragava. Logo, serviu de ombro amigo para as confissões de sua amiga e, em seguida, usou o dela para se confessar: era gay. 

Dai, a inevitável sucessão de amores, idas e vindas que aqui ainda não cabe descrever. Até que 10 anos depois, por arte do destino, Jeci - grande amigo feito nesse meio tempo - lhe apresenta Vapes. E o que era para ser apenas uma daquelas paixões avassaladoras, se transformou em uma relação. Em uma parceira que, desde 2005, faz parte de sua vida. 

Nesse tempo todo, viveu às escondidas. Seus pais, alimentados pela gama de meninas que os apresentara ainda adolescentes, sonhavam com a tradicional família homem-mulher, com casamento na igreja, lua-de-mel, compra de apartamento, carro, filhos e preocupação com a educação deles. 

Mas ele não estava destinado a seguir esse destino imposto para si. Vapes se tornou seu companheiro. E hoje, 2014, ainda juntos, como todo casal, enfrentam uma montanha-russa de emoções. Aparam arestas, arrumam essa casa louca que é o coração, sempre em dúvidas se estão certos, mas com a certeza de querer uma coisa em comum: estar juntos. 

No meio desse mar de vida, decidiram que era hora de um passo a mais. Numa noite, depois de um papo gostoso e leve como há muito tempo não haviam tido, surge o pedido. Era 02 de Maio. Mais de um mês depois, 07 de Junho, eles trocaram alianças e assim, ficaram noivos. 

O que vem a seguir, é futuro.
Como todo futuro, ainda não está escrito.
Mas está destinado a ser o que quer que seja. 
E que seja o que os dois quiserem.
Porque a Deus pertence
Mas o arbítrio é deles.

domingo, 8 de junho de 2014

Sobre "A Culpa é das Estrelas"

(Não contém spoilers)

Depois de toda uma efusão de trailers e propagandas a respeito de "A Culpa é das Estrelas", me rendi a assistir ao filme na noite desse sábado com um grupo de amigo bem heterogêneo. Um heterocasal, uma heteromina e mais 4 homocaras, além de Vapes e eu (estou avisando ao autor de Cinema, Homens e Pipoca que peguei os nomes acima emprestados do blog dele).

É incrível como a percepção do filme varia de uma pessoa para outra, de acordo com sua vivência pessoal. Para uns, apenas um filme que foi feito para fazer chorar. Para outros, uma recordação de uma experiência que deveria ser esquecida (seja ela uma doença, um parece adoecido ou um amor que não deu certo). Para outros tantos, uma melação que poderia destruir, em teor de glicose, uma mistura de açúcar, marshmallow e chantilly. 

Para mim, foi uma poesia em forma de filme.

Poesia que faz você se apaixonar por Hazel Grace Lancaster, personagem principal da trama, pela sua atitude prática em relação à vida e sua condição terminal.

Poesia que faz você delirar ao conhecer Augustus Waters e seu sorriso cativante, sua insistência por uma vida de amores e risos, sua incansável paciência e a certeza de que tudo ficará bem.

Poesia que faz você abrir seu coração e ver, que além dos problemas, você pode ser feliz nos infinitos momentos que podem ser criados quando um coração encontra outro. 

Em um mundo no qual as relações estão baseadas na efemeridade e no sexo, assistir o desenrolar de um romance meio que à moda antiga, nos faz lembrar que existe ainda magia nesse mundo, que a espera pode ser vantajosa e que amar jamais é demais. 

Junte todos os vampiros e lobisomens adolescentes conhecidos do cinema atual.  Junte a eles, os anjos e caçadores de fantasmas dos livros adolescentes. Eles jamais chegarão ao pés de Gus e sua inverossímil complacência e atitude positiva. Sequer conseguiram limpar o chão onde pisa aquele que mostra uma fúria imensa, mas contida, ao ver os pedidos do amor de sua (curta) vida serem despedaçados por outra pessoa, que sequer merecia sua atenção. E o mais importante: se deixe levar pelo sorriso garoto, maroto, escroto, incontido e moleque de um adolescente que quer tudo, exceto o esquecimento. 

Hazel Grace é a antítese das mocinhas chatas, carentes e insuportáveis que temos visto por aí. Viaje em suas atitudes maduras, seus conselhos super diretos e a beleza da voz impressa por Shailene Woodley (de Divergente, 2014) à sua personagem. Meio menina, meio mulher, o tom rouco compõe uma impresso de fragilidade, que se confunde com a força que ela cria a partir, apenas, da aceitação inegável de sua doença. 

Cheguei leve em casa. Com aquela sensação de alma lavada. Por lágrimas, seguramente. Já que o filme é uma mescla de risos, sustos, amores e choro. 

Leve um lenço. E divirta-se com essa lindamente contada história. 

iPod em silêncio. 
No iPad, apenas o som das palavras tomando forma para esse post. 

terça-feira, 3 de junho de 2014

A Constância da Escrita


Escrever é um exercício constante. Desde o início do blog, em 2003, as idéias vem e vão em ondas. Quando as colocamos para fora, parece que tomam vida e passam a vir com mais força. 

Um dos exemplos para mim mesmo é o blog. Abandonado por meses a fio, basta voltar a escrever para as idéias fluírem como se nunca tivéssemos parado de ter essa interação, eu e ele.

A diferença é que o público que freqüentava o acervo de pescarias mentais acaba por abandonar, depois de algum tempo sem notícias suas. Retiram seu blog das listas porque sabem que as atualizações vão demorar de ocorrer - se voltarem a ocorrer, um dia. 

Mas a aura do blog me encanta. Com o advento do microblog do passarinho, as idéias antes desenvolvidas com ardor e poder se reduzem a míseros 140 caracteres que, usando da minha própria metalinguagem, acabei de extrapolar. Em outras palavras, a própria explicação da existência do Twitter ultrapassa sua auto-imposta fronteira. 

A rede social do Mark também é outro exemplo das atualizações superficiais que passamos a lidar diariamente. Não importa mais o aprofundar de pensamentos, o escancarar da alma, o choro das pitangas. Tudo passa a ser belo, prazeroso, lindo e ilustrado. Sim, as ilustrações das fotos nas melhores poses, com os melhores sorrisos, nos melhores momentos, com as melhores companhias e lugares inesquecíveis. 

Mas falho em ver onde está a profundidade dos discursos nessas chamadas redes sociais. Por mais diferentes que sejam as idéias dos outros, o fato delas serem debulhadas em mais de um mísero parágrafo, aqui na blogosfera, faz brilhar os meus olhos. Fico feliz em ver que existem seres que se preocupam em espalhar seus mirabolantes pensamentos, exacerbar suas opiniões, exercitar sua capacidade critica, seja ela de um um filme, de um livro, de um evento ou apenas idéias e fatos de um já tão batido cotidiano. 

E assim, eu tento retomar o meu prazer da escrita. Aos poucos, aproveitando os momentos de ócio para transforma-lo em criação. Voltando meu olhar para meu eu interior e me reapropriar de algo que sempre foi meu: minha capacidade critica, em forma de textos, crônicas, histórias e recados. 

Para você, que tem estado aqui, meu muito obrigado. Não ligue para a bagunça. As idéias são minhas, a casa é minha, mas eu adoro receber visitas. Fique à vontade. 


No iPod: Sirens, do album novo de Cher. 
No iPad: albums episódios da 3ª temporada de "As Panteras" me esperam. 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Espetacular, esse Homem-Aranha 2


"O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro" traz de volta Andrew Garfield na pele do herói mais chato e falastrão de todos os tempos: o tal aracnídeo de Nova York. E eu acabo comparando o danado ao Robin (DC Comics) por algumas características básicas: conflitos internos, necessidade de preencher todos os espaços vazios de uma conversa com a própria voz e, claro, as saídas e respostas categóricas enquanto espanca o vilão da vez. 

Mais uma vez eu peço calma. Eu não desgosto dele. Estou apenas apontando uma característica que esse moleque com super-poderes tem. E Garfield traz isso de uma forma divertida para as telas do cinema. Fora que, assim que começa, vc gruda na cadeira com as imagens aéreas do Aranha saltando feito louco pelos prédios de NY para, depois, pensar: "caraca!!! O videogame desse filme tem que ser muito bom!".

Obviamente, isso se deve à estética "videoguêimica" do filme. Saltos. Efeitos especiais. Uso e abuso (sem se tornar inconveniente) de câmeras lentas para as seqüências de luta, que permitem visualizar (FINALMENTE) a trabalhosa coreografia que atores e dublês precisam aprender para levar essas cenas até nossos olhos ávidos por ação. 

Mas "O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro" me conquistou por algo mais. As angústias adolescentes do primeiro grande amor, as decisões que precisam ser tomadas quando apenas duas décadas nos separam de nosso próprio nascimento e as dúvidas, aaaah as dúvidas que sempre permearão nossas mentes quer a adolescência tenha passado ou não. Está tudo ali, aberto, exposto, sangrando, chorando, sem escrúpulos ou vergonha de mostrar a lágrima que cai, o nariz que fica vermelho ou a voz que fica embargada. 

Também vemos que existe uma paixão por NY, um dos meus destinos preferidos no mundo. As veias e artérias da cidade, cheia de carros, pessoas, bueiros, letreiros, propagandas e, não sei como, perseguições de carro. Preciso rir. Sempre preciso rir com cenas de perseguição na Big Apple, por ser inverossímil. Seria como dirigir na Av. Paulista a 100km/h, as 18h de uma sexta-feira, fazendo uma comparação bem tosca. Mesmo assim, me encanto. 

Me encanto também pela força da heroína, Gwen. Pela sensibilidade do mocinho, Peter. Pela jovialidade e serenidade da "mãe" Tia May. Pela seriedade do Sr. Policial Stacy que, embora tenha deixado o mundo dos vivos no primeiro filme, executa um papel importante nos questionamentos do menino das teias.

Enfim, é um filme controverso que pode agradar muitos por várias razões. E por elas mesmas, desagrada outros tantos. 


No iPod: Song for Zula, de Phosphorecent - da trilha do filme. 
Na TV: acabei de ver a série The Nanny. Fiquei devendo de assistir aos dois últimos episódios e, com o a evento Netflix, resolvi ver tudo de novo. Vapes, obviamente, me acompanhou nós últimos episódios. 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Não sou Refinado. Sou contido.

Porra, como eu me sinto inadequado. Caralho, como é difícil ser eu mesmo, as vezes. Que saco. 

Queria deixar claro que eu não sou uma pessoa refinada. Eu sou apenas um cara contido. Eu sei como devo me portar em certos ambientes, mas nem sempre esse comportamento é fluido ou natural. É apenas contenção. 

Eu sou espaçoso. Eu falo alto e gesticulo. Ando arrastando os pés, quando estou de chinelo. Me jogo numa poltrona ou num sofá, como se fosse uma cadeira de praia. Eu gargalho estridentemente enquanto jogo minha cabeça para trás. 

Não é falta de educação ou de polimento. É apenas uma questão de comportamento. 

Ando tão encaixotado, limitado, preso por conta da minha própria profissão que, quando estou fora do meu personagem, preciso estravasar. 

É nesse momento que encontro olhares, palavras, comportamentos que simplesmente me reprovam. Logo a mim, absurdamente carente de aprovação por toda e qualquer pessoa que passe por minha vida. 

Nessas horas é que me pergunto se vale a pena ser social. Se vale a pena me cercar de tantas pessoas se, no final, o resultado será apenas igual: me decepcionar comigo mesmo.

Me olhar no espelho e me ver de uma forma que eu não gosto. Lembrar de palavras que disse e apenas não ser feliz com o resultado que elas provocaram. Sentir meu coração bater em tristeza por não corresponder à expectativas dos outros. 

Que merda.
Que saco. 
Que bosta. 

Agora é engolir seco mais uma vez. Desculpar-me novamente por ser quem sou e seguir. Como sempre fiz. Até que um dia eu mude. Ou siga tentando. 

domingo, 4 de maio de 2014

O Ninho é Meu e de Mais Ninguém


E se um dia, a gente acordar e ver que passamos a vida apenas agradadando aos outros? E se um dia, a gente se deparar com a ingratidão das mesmas pessoas as quais recebemos de braços abertos em nosso próprio seio familiar?

Tenho tanto medo de acordar velho. De acordar frustrado por não ter sido quem eu quisesse ou feito o que desejasse, só porque eu priorizei os outros e não a mim. 

Essas questões martelam diariamente em minha cabeça. Me consomem. Tiram minha paz interior e quase eliminam o sorriso que, costumeiramente, sai fácil dos meus lábios. 

Me vejo deitado e angustiado no colo de uma amiga, com um aperto no peito. Chorando como quem perdeu alguma coisa de muito valor. 

Me vejo andando sem destino pelas ruas, sem o afago do meu próprio lar. Suspirando pela falta de algo que jamais aconteceu. 

Não sei dizer o porque. Não entendo essa minha relutância em tomar as rédeas do meu espaço. Da minha casa e dizer "Chega! Não quero mais dividir meu ninho. Quero ficar sozinho!".

Tenho um medo gigante do que possa acontecer comigo no futuro. Essa lei do retorno. Karma. Ou sei lá qual nome o povo dá hoje em dia, para isso. Mas eu me enxergo mais velho, sem teto, sem amigos, porque eu fui (ou seria) o vilão de uma história que nem pedi que começasse. Vilão, sim, porque fui eu quem teria decidido que a casa não era mais o lar de outros. Mas, apenas meu. De mais ninguém. 

Minha razão, contudo, me compele a essa decisão. Hora de voar sozinho. Alçar minha independência. E absorver todo o aprendizado dessa situação toda. Amadurecer minhas asas para poder alcançar distâncias ainda maiores, sem correntes, sem amarras e sem prisões. 

Está na hora de bater asas. 

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Sobre "Ela"

Ela (Her, EUA, 2013) é uma massagem no coração. Sabe daquelas massagens que dão uns solavancos, de vêz em quando, que chegam a doer? Pois é. Desses. 

A narrativa quase que em primeira pessoa. Os diálogos. O roteiro. Tudo faz com que você se depare com um espelho. E nesse espelho, tudo que não é você, passa a ser. Porque fala de evolução desde o primeiro verso. E inputa valor em valores que nem sequer pensamos a respeito no dia-a-dia. 

Tudo foi feito para nos apaixonássemos por Samantha: a voz, a graça, a naturalidade que sua voz saia de um auricular e a suavidade que ela impunha em casa uma de suas frases. 

No final, percebi que não era por ela que me apaixonei. E sim pela pessoa que ele, Theodore, se tornou, depois de estar com ela. 

Consigo escrever apenas que senti a tradução de palavras como descoberta, redenção, superação. E uma conjugação que eu não conhecia do verbo amar. 

sábado, 26 de abril de 2014

Não Gosto Dessa Dor


Nossa… faz exatamente um ano que estive por aqui. Escrevi. Pus meus pensamentos para fora em forma de texto. Consegui concatenar minhas emoções em algo que pôde (ainda se usa esse acento?) ser traduzido em parágrafos.

Hoje, vivo um turbilhão de emoções que, muitas vezes, não consigo por em ordem. Amor, odio, raiva, alegria, gratidão, desconforto e outras tantas emoções que permeiam minha vida de forma constante e intensa.

Não sei trabalhar dessa forma. Não sei como por ordem nessa bagunça que está minha cabeça, nem meu coração.

Em conversa com minha terapeuta, eu percebi que preciso definir alguma prioridades. Coincidentemente, em uma videoconferência com ela, a mostrei uma foto de quando eu tinha 10 anos de idade. Queria voltar àquela época, onde tudo era mais fácil, mais livre, mais feliz. E, em sua sorrateira, mas fulminante inteligência, me fez enxergar que aqueles tempos não voltam mais.

Lembrei imediatamente do termo, em inglês, growing pains, que significa justamente essas merdas que temos que passar para amadurecer e encarar a vida adulta. Não gosto dessa dor. Me apego a qualquer momento de alegria, de felicidade radiante, para que eu possa suportá-la. E aprendi que elas são necessárias. Não gosto dessa dor. Mas preciso passar por essa fase. Não gosto dessa dor.

Não gosto dessa dor.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Não Posso Com a Noite

A noite é poderosa
Bela
Mentirosa
Hipnótica

Ardilosa e Implacável
Invejosa e Traiçoeira
Hipócrita

Na noite, somos iguais
À luz da lua,
As diferenças se esvaem
Como a água na palma da mão

Para ela, não sou nada
Nela, não sou ninguém
Sem refúgio
Sem conforto
Sem redenção

No escuro,
Meu sorriso não brilha
Meu coração não canta
Minha alma não voa

A noite se delicia
Na opressão
Na angustia
Na tristeza
Na decepção

A noite é grande
Enorme
Gigante
Quase infinita

Eu sou menor
Pequeno
Frágil
Limitado

Mas sou único
Honrado
Altivo
Consciente

Não posso com a noite
Ela é maior do que eu

Não posso com a noite
Seu canto é maior que o meu

Não posso com a noite
Seu poder sobrepuja o meu

Não posso com a noite
Não posso com a noite

Porque tenho medo
Que por mais bela que pareça,
Ela nada mais seja
Que apenas um Ponto Final

quarta-feira, 6 de março de 2013

Na contramão e/ou na direção da massificação da música

Eu tenho certeza que ando pela contramão da industria fonográfica mundial. Basta alguma coisa ser febre que me desperta o mais profundo desinteresse, principalmente se são nomes ou ritmos novos. Faço questão de não ouvir, pelo simples desprazer de não ter descoberto sozinho.

Não estou negando talentos nem qualidade, até porque não possuo conhecimento técnico suficiente para determinar o quão boa uma música é ou não.

Estou afirmando, na verdade, que o fato de alguma coisa ser massificada já me deixa enjoado para tentar aprender o novo som.

Mais ainda, quando são lançamentos relâmpagos, nos quais não se espera um música ser trabalhada direito, ja estão "enfiando" outra goela abaixo para que não esqueçamos o nome daquele DJ, daquela musa, daquela "diva".

Confesso, para desgosto e ira dos meus amigos mais próximos que não suporto Adele, odiei o penúltimo álbum da Madonna, desprezei o último e, sequer, fiz força para ir ao seu show. Shakira ficou estagnada no tempo, lá no primeiro álbum, antes de começar a chafurdar indefinidamente na lama - literalmente, todos os seus clipes ela está rebolando e se esfregando em alguma coisa gosmenta - e Lady Gaga tinha até um pouco do meu apreço antes de começar o seu desfile incauto, com o bom gosto e a elegância de um elefante branco selvagem.

Se por um lado, as atuais mídias nos proporcionam acesso direto e rápido ao novo, por outro, esse mesmo novo se torna tão descartável que é erguido ao esquecimento em pouquíssimo tempo.

Em alguns casos, mais extremos, a massificação é tão gigante que não se agüenta mais ouvir falar desse Pu daquele artista, desse ou daquele episódio envolvendo essa ou aquela diva. Se procura fama e acaba-se caindo na repetição de si mesmo - e dos outros - e no ostracismo.

E como toda regra tem exceção, as vezes me pego escutando alguma coisa que já estava nas paradas de sucesso, escutando alguma peça não tão comercial.

Foi assim que conheci, ou melhor, voltei a conhecer Florence and the Machine. Graças a uma faixa da trilha de um filme, resolvi conhecer a obra dela. E adorei.

Mas a meu vicio mais recente é a música que Scissors Sisters tem trabalhado tão bem. Com um ritmo gostoso e contagiante, deixei a música no "repeat" em meu iPod e, não contente, assisto inúmeras vezes o videoclipe.

Sejam bem vindos à massificação da música mundial. A ordem é se divertir, ouvir música, bagunçar e cantar junto.

Lets have a Kiki.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O Carnaval Não Acabou



A folia não mais toma conta das ruas. As pessoas não mais usam camisetas iguais, pulam, dançam, gritam e requebram juntas. Os acordes da guitarra baiana não mais podem ser ouvidos em praça publicas. Mas há uma certeza no ar: o Carnaval não acabou.

Calma, não estou falando da festa em si, que tem data marcada para começar e terminar. Que tem adoradores e perseguidores de todas as línguas e credos.

Falo do estado de espírito que o carnaval deixa em cada uma das pessoas que se deixaram envolver pela dança, pela música, pelo espirito folião, pela energia e pela liderança de Momo.

Esse sorriso que fica marcado em cada rosto significa a abundância de felicidade que cada um experimentou.

Essa inquietude no corpo que representa cada passo aprendido, cada pulo, cada gesto.

Essa alegria que teima em ficar e agraciar cada dia com um sorriso que não se sabe explicar.

Essas notas e tons que, vira e mexe, voltam à sua mente e enchem de saudade do coro deslumbrante das massas e das multidões.

Essa nostalgia de momentos que foram eternizados na memória e em fotos. Que nos fazem voltar no tempo e relembrar cada segundo, cada gargalhada.

Esse gingado, malandro, farrista, cadenciado, sensual, moleque e inocente - ou não - que persegue o andar do dia-a-dia na volta da cantada fantasia eterna.

Ja não há música. Ja não há divas. Ja não há carros que arrastam multidões. Mas ficou a alegria, o gosto de quero mais e a espera da nova festa. Ficou a renovação de laços de amizade e a afirmação de novos. Ficaram os abraços, os sorrisos e a risada solta.

Sai do chão, folião.
Vem ser feliz comigo!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Mensagens e Chamadas Telefônicas


O mundo se digitalizou, isso é fato. Segundo especialistas, essa digitalização aproximou as pessoas e, por isso, estamos mais e mais em contato com pessoas com as quais falávamos, no máximo, uma vez por semana, por telefone, na época em que chamadas interurbanas eram os olhos da cara.

Com a chegada dos smartphones, chegou também a portabilidade dos bate-papos virtuais. As pessoas não se ligam. As pessoas mandam mensagens. As pessoas não se falam, mandam SMS. As pessoas não marcam mais nada, ficam de se encontrar em algum lugar e, quando lá estão, mandam mensagens dando as coordenadas de como encontrá-las.

Eu, como todo bom adpeto de tecnologias, aderi aos smartphones. Tenho não apenas um, mas dois desses telefones que se transformam em seus melhores amigos, companheiros para toda as horas de alegria, tristeza, melancolia, euforia e outros tantos sentimentos que ainda, como humano, possuo.

Mas recentemente resolvi adotar outra política para minha vida. Pessoas reais tem preferência às virtuais. Se estou na mesa de um barzinho com um grupo de amigos e alguém me manda uma mensagem, eu vou responder. Mas eu respondo "agora não posso conversar, estou com amigos. Nos falamos mais tarde". No início, eu (que estava sempre disponível) até ouvi alguns comentários maldosos a esse respeito. Mas agora, tempos depois, os amigos já tem consciência de que não adianta chorar, espernear ou xingar: O Menino que Voa vai responder sua mensagem quando não estiver em momentos sociais.

Outra situação que percebi é que as pessoas não se ligam mais. Fazem tudo através dessas fatídicas mensagens. Marcam cinema, teatro, almoços, jantares e toda sorte de eventos sociais através de bate-papos que são, em sua maioria falhos. Cansei de presenciar crises geradas pela simples e costumeira "não entrega" das mensagens em tempo hábil. Dia desses, um amigo ia me buscar no aeroporto e se surpreendeu quando liguei pra ele já em casa. Depois de me perguntar onde eu estava, perguntou se não tinha recebido sua mensagem dizendo que me buscaria no aeroporto. Sabe quando eu recebi essa mensagem? Na mesa do restaurante, após tê-lo encontrado e já estar comendo. Ou seja, o serviço - ainda - é falho e não deve ser utilizado em casos de emergência.

Outra luta minha é: quer resposta rápida? LIGUE!

Pelo mesmo problema: SMS são falhos. Não são entregues. Não possuem emoção. Não possui carisma. São palavras jogadas ao vento que se perdem, se não são lidas. Se não são comentadas. Se você quer a presença de seu amigo na mesma mesa de restaurante que você, na mesma hora e dia que você está lá, ligue e chame-o. Criar eventos no Facebook até funciona para eventos distantes, mas uma chamada é mais prazerosa, mas pessoal, menos fria e faz com que a pessoa se sinta importante. Naquele momento, essa pessoa é a rainha de sua atenção, individida, individual, exclusiva e inteira.

Ligue! Comunique-se!

domingo, 17 de outubro de 2010

Mais uma Blogueira

Hoje, uma grande amiga entro para o mundo blogueiro. Sua paixão pela arte escrita vem desde meados da década de 80, quando nos conhecemos quando ainda estudávamos no chamado ginásio, pouco depois dos nossos 10 anos de vida.

Vamos todos dar as boas vindas a Let Viana e seu blog.

Na TV: Fantástico
No PC: True Blood
No iTunes: Ultraje a Rigor canta "Volta Comigo"

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Conexão Direta Via Radio




Me rendi às maravilhas da conexão direta via radio da Nextel. Pesquisei durante um tempo os preços, os aparelhos, os serviços e as facilidades de utilizar o serviço da empresa e fiz uma decisão consciente de que eu estava testando mais uma, não mudando para a melhor das operadoras.

Depois de sair das amarras pelas quais eu estava sujeitado por contrato de fidelidade com outra empresa, pude exercer o meu direito à infidelidade e trocar, sem piedade de operadora por uma que eu ainda não tinha ouvido falar mal. Bom, pelo menos até então.

Com o primeiro passo dado (o contrato de prestação de serviços), passei para a pesquisa de aparelhos.

Quase que totalmente limitado a aparelhos Motorola, fiquei surpreso que funções consideradas básicas, hoje, ainda não estão disponíveis nos modelos iden, tecnologia desenvolvida pela própria Motorola para os serviços de radio. Isso, explica a quase total exclusividade de aparelhos Hello Moto para o serviço, mas não a falta desses recursos em quase sua totalidade de modelos.

Finalmente, decidi pela canadense Blackberry, que resolveu licensiar a tecnologia motorólica e disponibilizou um aparelho que junta o serviço iden com suas já conhecidas facilidades no envio de mensagens, além de detalhezinhos básicos como toques mp3, câmera integrada, variedade de perfis personalizáveis e sincronia com PCs e Macs.

Agora, estou na fase de testes da operadora. Meus primeiros três contatos com o serviço de atendimento ao cliente me deixaram feliz pela agilidade e disponibilidade do pessoal. No mesmo dia que ativei meu chip (que a empresa manda pelos correios, depois de analisado e aprovado o seu contrato), consegui desbloquear as chamadas de radio internacional e alterar minha senha de acesso aos serviços mediante confirmação de dados pessoais.

Alem disso, a clareza com a explicação dos serviços e o cuidado em continuar me chamando pelo nome pelo qual me apresentei, apesar de meu nome no contrato incluir um pré-nome que utilizo apenas em consultorios médicos, me encantaram mais ainda.

Em suma, estou exercendo plenamente meu lado Polyana de ser. Estou feliz, contente e confiante, até que se prove o contrário, como foi a minha história com outras operadoras no passado recente. E assim espero que continue, porque a evolução no atendimento das empresas de telefonia celular no país me permite, sim, exercer a infidelidade consumidora que me proíbe de continuar com um serviço que não mais me agrada.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Análise Fatídica de um Passageiro


Eu tenho feito minhas viagens por aí e fico observando as pessoas que ficam daqui pra lá e de lá pra ca. Analiso quem vem dos Estados Unidos, Chile, Argentina, França, Italia e outros tantos destinos e cheguei a conclusão que o pior passageiro é aquele que vem de Miami.

Veja bem: se o cara tivesse dinheiro e cultura, iria para a Europa, deliciar-se com os museus, cafés, alta costura e uma excelente culinária regada aos melhores vinhos do mundo.

Se o cara tem dinheiro, mas não liga tanto assim para o profundo enriquecimento cultural europeu, ele vai para Nova York deliciar-se numa das maiores cidades do mundo. Ou Vegas, a capital mundial da jogatina. Quem sabe dar uma passada em Los Angeles e ver de perto que Holywood é uma bostinha cheia de gente achando que sabe atuar. Num lapso de tempo, cai em San Diego e, lá, aventura-se em cima de uma prancha de surf.

Não!!! O cara vai é para Maiami, lar dos eletrônicos, casa dos perfumes, mansão das bugigangas, um verdadeiro Paraguai em terras do TIo Sam. Ele vai fazer sacolagem. Andar centenas de quadras todos os dias à procura das melhores ofertas. Saltar de outlet em outlet na ânsia de achar o melhor custo-beneficio para as vendas que serão feitas já em terras tupiniquins.

O cara que acha que falar inglês é fazer apologias a filmes pornos da década de 80 com seus famosos "yes"s e "no"s. E falar espanhol é só enrolar a língua, trocar os gês por érrres e colocar uma bola de ping-pong na boca.

Vamos combinar que Maiami é a mais pobre das ricas opções de viagens! Uma terra indecisa, onde não se fala inglês porque tem cubanos demais e não se fala espanhol porque (creia!) a língua oficial é o inglês.

Numa categoria ainda ruim é o brazuca que MORA LÁ. Esse, então, é de dar nojo ao caminhão de lixo. Ele faz questão absoluta de dizer em demasiado alto som que tem greeen caaaaaaard. "Não precisa de formulário. Sou residente nos EUA". E na ânsia de ser o norteamericano que não é, esquece o jeito bom de ser brasileiro.

E, pior que esse, é o que mora em Maiami e esta indo visitar a família, 2 anos depois. Primeiro, esquece o português que falou 25 anos em detrimento da língua de sua nova (e muitas vezes ilegal) cidadania. "Posso ter um jornal?", "Posso ter um travesseiro?". Para esses, que fazem questão de serem estrangeiros, eu sugiro entrar na fila de não-brasileiros no Controle de Imigração. Na hora certa, vai tomar um esporro no meio da fuça por tentar no país de nascimento como estrangeiro. Pior será porque, na falta do necessário visto, ainda vai ter que pegar a fila dos brazucas. NO FINAL DELA!

Enfim, tenho que fazer jus aos que são fieis a si mesmos. Os muambeiros de plantão. Esses são dignos de confiança e admiração. Não se escondem sob a equivocada magia do turismo. Vai pra Maiami pra fazer compras mesmo. Não desfila nas ruas cheios de sacolas porque sabem ONDE e QUANDO comprar. São leves, geniais, engraçado e não tem medo algum de dar as dicas de onde melhor comprar esse ou aquele produto. Não faz pechincha, não esfola a sola do sapato pois tem sempre um carro à mão para ajudar no transporte de mercadorias. E, como desfecho, não dão o MENOR trabalho. Esse são do meu clube; sentam no avião e dorme até o destino final. E que assim sejam para sempre, meus Abençoados Muambeiros.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Mais de Vampiros: Lua Nova


Realmente, depois de Twilight, o povo resolveu reerguer toda essa série de Vampiros que povoam nossa imaginação. Depois do filme, surgiu True Blood, Vampire Diaries e até Disney está fazendo uma micro-série online sobre os famigerados sugadores de sangue.

Enquanto isso, o mundo entra em frenesi semelhante ao sabor do sangue quanto à continuação de Twilight. New Moon, exibido no Brasil com o mesmo título do segundo livro, Lua Nova, fez sua estréia mundial em 19 de NOV e já arrebatou o coração das adolescentes e dos adultos, como eu, que ainda acreditam na fórmula água-com-açúcar para se fazer um bom filme romântico.

Sim, porque a saga Crepúsculo, nada mais é do que a história de um triângulo amoroso entre uma adolescente chata, um adulto que, no fundo, é pedófilo (afinal de contas, ele tem 150 anos e ela, 17) e um mocinho recém-saído da puberdade, louco pra chegar nos finalmentes com a menina que ele sempre teve uma quedinha na infância. Daí, pra ficar politicamente correto (e religiosamente, também, já que a autora é Mórmom), meteu-se uma história de vampiro no meio, fazendo o pedófilo ficar eternamente com 17 anos. Salpicou a história com lobisomens que fazem o garoto saltar de 15 pra 25 anos e, de lambuja, a garota faz 18 anos, idade que ela se torna "comível" pros padrões americanos.

Mesmo assim, eu curto a história. Mas evitei o já falado frenesi da semana de lançamento e devo assistir esses dias para comparar com o livro, longe de ser uma obra literária, mas cativante como um sorriso perfeito.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Vampiros na TV


Recentemente, resolvi atualizar as séries que amo e assisto tanto e fiquei impressionado como eu estou atrasado na maioria dos programas que eu gosto, por estar vendo programas que eu via quando eu era criança ou adolescente: Mulher-Maravilha, As Panteras e desenhos animados sem fim.

Mas voltei às minhas séries e me deparei com uma espetacular segunda temporada do assustador True Blood, produção da HBO, que conta a história de vampiros na região sul dos EUA, com direito a sotaque hillbilly e tudo! Já vi 03 episódios da segunda temporada e estou apostando em diversão garantida.

Do outro lado, a estréia de The Vampire Diaries, uma espécie de Twilight para TV. Dois vampiros, irmãos, voltam à sua cidade do interior. Um deles (Stefan), para conquistar uma garota (Elena) que parece fisicamente com seu antigo amor, morta há 145 anos. O outro (Daemon - um nome mais que apropriado), volta para infernizar a vida do irmão por motivos que ainda não ficaram claro nos primeiros 03 episódios. Hoje, quinta-feira, vai ao ar o quarto capítulo e eu estou mais que curioso.

Ainda tem o controverso The Lair, da produtora Here!, especializada em filmes temáticos homossexuais. Nessa série, corpos começam a aparecer e, pela capa dos DVD que comprei sem saber do que se tratava, a produtora segue com a temática gay explícita. Mesmo estando curioso, eu ainda não comecei a ver, mas logo me dedicarei, também, a essa série, que teve duas curtas temporadas e, espero, tenha tido um último capítulo conclusivo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Gripe Suina, H1N1 - Perguntas e Respostas


1 .- P: Quanto tempo pode durar o vírus vivo em uma superfície?
R: Até 10 horas.

2. -P: Qual a utilidade do álcool para limpar as mãos?
R: Deixa o vírus inativo e mata-o.

3 ..- Q: Qual é o meio mais eficaz de infecção deste vírus?
R: O ar não é a forma mais eficaz de transmissão do vírus, o fator mais importante para a fixação do vírus é a umidade, (revestimento do nariz, boca e olhos), o vírus não voa e não atinge mais de um metro distância.

4 .- Q: É fácil a infectar-se em aviões?
R: Não é um meio propício.

5 .- Q: Como posso evitar a infecção?
R:\Não levar as mãos ao rosto, olhos, nariz e boca. Não ter contato com pessoas doentes. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

6 .- Q: Qual é o período de incubação do vírus?
R: Em média 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase que imediatamente.

7 .- Q: Quando você deve começar a tomar medicação?
R: Se tomada até 72 horas depois, as perspectivas são muito boas, a
melhora é de 100%.

8 .- Q: Qual é a forma como o vírus entra no corpo?
A: Contato ao dar a mão ou beijar na bochecha. Ele penetra pelo nariz, boca e olhos.

9 .- Q: O vírus é letal?
R: Não, o que provoca a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é pneumonia

10 .- Q: Quais os riscos dos familiares de pessoas que morreram?
R: Elas podem ser portadoras e formam uma cadeia de transmissão.

11 .- Q: A água nas piscinas transmite o vírus?
A: Não, porque ele contém substâncias químicas e clorados

12 .- Q: O que faz o vírus para provocar a morte?
R: Uma cascata de reações, tais como insuficiência respiratória, a pneumonia grave é a causa da morte.

13 .- Q: Quando pode iniciar o contágio, mesmo antes ou só quando os sintomas ocorrem?
R: Desde que se tenha o vírus antes dos sintomas

14 .- Q: Qual é a probabilidade de recaída com a mesma doença?
R: 0%, pois fica-se imune ao vírus.

15 .- Q: Onde é que o vírus se encontra no meio ambiente?
R: Quando uma pessoa contagiada tosse ou espirra , o vírus pode permanecer em superfícies lisas, como portas, dinheiro, papéis, documentos, desde que haja umidade. Uma vez que não se pode esterilizar o ambiente é extremamente recomendada higiene das mãos.

16 .- Q: Se eu for para um hospital particular podem cobrar-me o remédio?
R: Não, existe um acordo de não cobrar, porque o governo o está proporcionando a todas as instituições de saúde públicas e privadas.

17 .- Q: O vírus ataca mais os asmáticos?
R: Sim, esse pacientes são mais sensíveis, mas este é um germe novo, todos são igualmente suscetíveis.

18 .- Q: Qual é a população que este vírus está atacando?
R: 20 a 50 anos de idade.

19 .- Q: A máscara é útil para cobrir a boca?
R: Há algumas melhores do que outras, mas se você for saudável é contraproducente, pois o vírus, por seu tamanho, atravessa-a como se ela não existisse e usando a máscara, é criado dentro da área do nariz e da boca um microclima úmido favorável ao desenvolvimento do vírus. Mas se você já está infectado, melhor usá-la para evitar infectar outras pessoas, neste caso ela é relativamente eficiente.

20 .- Q: Posso fazer exercício ao ar livre?
R: Sim, o vírus não vai para o ar e não tem asas.

21 .- Q: Existe alguma vantagem em tomar vitamina C?
R: Não serve de nada para evitar a infecção por este vírus, mas ajuda a resistir aos sintomas.

22 .- Q: Quem está a salvo da doença ou quem é menos suscetível?

R: Não há ninguém a salvo, o que ajuda é a higiene dentro de casa, escritório, utensílios e não ir a lugares públicos.

23 .- Q: Será que o vírus se move?
R: Não, o vírus não tem nem pernas nem asas, só com um empurrão para entrar no interior do corpo.

24 .- Q: Os bichos de estimação podem propagar o vírus?
R: Este vírus não, talvez alguns outros vírus.

25 .- Q: Se eu for a um velório de alguém que morreu deste vírus posso infectar-me?
R: NÃO.

26 .- Q: Qual é o risco de mulheres grávidas com o vírus?
R: As mulheres grávidas têm o mesmo risco de qualquer pessoa, mas é por dois, elas podem tomar antivirais em caso de infecção, mas com rigorosa supervisão médica.

27 .- Q: O feto pode ter lesões se uma mulher grávida é infectada por este vírus?
R: Não sabemos o que pode acontecer, pois é um vírus novo.

28 .- Q: Posso tomar ácido acetilsalisílico (aspirina)?
R: Não é recomendado, pode causar outras doenças, a menos que tenha sido receitado para problemas coronários, nesse caso, deve-se continuar.

29 .- Q: Existe alguma vantagem em tomar antivirais antes dos sintomas?
R: Não é bom.

30 .- Q: As pessoas com HIV, diabetes, aids, câncer, etc. podem ter mais complicações do que uma pessoa saudável, quando do contágio pelo vírus?
R: Sim.

31 .- Q: A gripe convencional poderia tornar-se Influenza A?
R: NÃO.

32 .- Q: O que mata o vírus?
R: O sol, mais de 5 dias no ambiente, o sabão, os antivirais específicos, o álcool gel.

33 .- Q: O que fazer para prevenir infecções, nos hospitais, para outros pacientes que não têm o vírus?
R: Isolamento

34 .- Q. O álcool gel é eficaz?
R: Sim, muito eficaz.

35 .- Q: Se eu sou vacinado contra a gripe sazonal eu estou segura?
R: Não serve de nada, ainda não há vacina para o vírus.

36 .- Q: Este vírus está sob controle?
A: Não totalmente, mas estão sendo tomadas medidas agressivas de contenção.

37 .- Q: O que acontece com a mudança de alerta 4 para 5?
R: Fase 4 não é diferente da fase 5, só significa que o vírus se propagou de pessoa a pessoa em mais de 2 países, e a fase 6, é que se propagou para mais de 3 países.

38 ..- P. Quem foi infectado por este vírus e está saudável, é imune?
R: Sim.

39 .- Q: As crianças que têm tosse e constipações podem estar com a gripe A?
R: É pouco provável, as crianças são pouco afetadas.

40 .- Q: Quais medidas as pessoas que trabalham devem tomar?
R: Lave as mãos várias vezes ao dia.

41 .- Q: Eu posso pegá-lo ao ar livre?
R: Se as pessoas estão infectadas e tossem ou espirram perto de você, pode acontecer, mas o ar é um meio de pouco contágio.

42 .- Q: Pode você comer porco?
R: Sim você pode e não há risco de contágio.

43 .- Q: Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está sob controle?
R: Embora a epidemia esteja controlada agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode retornar e provavelmente não haverá vacina ainda.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Ofuscar de Estrelas


Farrah Fawcett, com certeza, foi um ícone de sua geração com seus cabelos escovados esvoaçantes (muito antes das atualíssimas escovas definitiva, progressiva, de chocolate, de chocolate branco entre outras), seu casamento com Lee Majors, o homem de seis milhões de dólares e sua participação em apenas em Charlie's Angels, As Panteras.

Após adquirir dos boxes das 3 primeiras temporadas da série, decobri que ela APENAS esteve em UMA delas, a primeira. E sua participação foi tão efusiva que muitos lembram dela como a perene Pantera, que figurou apenas 29 dos 116 episódios da série.

Sua aclamação pela crítica, através de uma indicação ao Emmy Awards, veio muito tempo depois que as rugas apareceram, numa época que expressões faciais eram exigidas de atores, fossem eles de que idade fossem, com o filme Burning Bed, de 1984. Em 1990 e 2003, respectivamente, mais duas indicacões por Small Sacrifices e The Guardian.

Michael Jackson, por sua vez, foi inegavelmente um dos maiores astros POP do mundo, não se limitando a participações simples e prêmios televisivos. Desde muito pequeno foi rodeado por talento, sucesso e escândalos... MUITOS escândalos.

Sua transformação, o embraquecimento de sua pele, afilamento do nariz e da boca, alisamento dos cabelos, acusações de abuso sexual a menores, os casamentos controversos e os exageros da mídia sobre uma pessoal mentalmente perturbada denotam que o menino que cantou Ben e alçou-se ao sucesso em tenríssima idade não teve tempo de crescer.

Mesmo assim, teve seu trabalho reconhecidíssimo em todo o mundo e detém, até hoje, a marca de álbum mais vendido da história, com seu Thriller.

Dadas suas histórias, não acreditaria que suas carreiras fossem chegar a um denominador comum até 25 de Julho de 2009. Farrah lutava contra um câncer e chegou, mais uma vez, às primeiras páginas de jornais com seu falecimento e, póstuma, teve suas homenagens e carinho de fãs... que foram prontamente parar no rodapé de todos os jornais, revistas, sites, portais e redes de TV quando o ídolo pop teve um ataque cardíaco.

Sua morte abalou a mídia internacional e relegou a segundo plano a mulher que inspirou tantas outras a explorarem seus sorrisos, seus cabelos e um jeito infanto-juvenil de sedução.

E eu, do alto do meu sarcasmo, ainda passo a acreditar que MJ foi-se de tristeza pelo mundo ter perdido aquela que ELE sempre quis ser!