Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cotidiano. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de junho de 2014

Aliança

E então o filho nasceu gay. Desde pequeno exibe trejeitos menos masculinos, dança, canta, adora interpretar e tem os sentimentos à flor da pele. Desde pequeno, lembra-se de observar atentamente os corpos masculinos nos vestiários dos clubes de natação que freqüentava, sem sentido sexual, por causa da tenra idade, mas com uma adoração daqueles corpos já formados. Músculos e pelos. A forma masculina em sua essência. 

Chegou a adolescência e, com ela, os desejos. Observar já não era mais suficiente. Mas todo o peso da sociedade, da moral e dos bons costumes resolveram cair sobre seus ombros. Em 1989 deu seu primeiro beijo, com uma menina que seria a consorte da Rainha do Axé, em 2013. Seguiu-se a grande paixão platônica da adolescência, Daniela. Depois, a primeira namorada fora dos muros do colégio,  Ana Paula. E assim vieram Marianne, Daniela, Flavia, Cristina e, enfim, Manuela, com quem passou belos anos e teve, pela primeira vez, seu coração inteiramente destruído. 

Nesses anos todos, quis realmente estar com todas elas, mas jamais deixou de observar a forma masculina. Modelos de sunga em outdoors captavam seus olhares. Capas de revistas com os galãs do momento o faziam pensar como seria estar com um deles. Entre uma e outra, claro, se deixava brincar com colegas de classe, amigos da natação ou os próprios vizinhos, curiosos, experimentais, se descobrindo e gozando cada momento. 

Aproveitou seu momento olimpiano. Atleta, campeão, corpo escultural, popular na escola ou onde passava, atraia olhares, sorrisos e galanteios. Exibia em regatas os músculos torneados dos braços, em bermudas as pernas definidas e, quase sempre sem camisa, o desenho dos peitorais trabalhados na água e o abdômen sem dobras. Reto. Liso. Teso. 

Com o coração partido, reencontrou uma amiga de infância, que conhecera quando tinha apenas 5 anos. E assim, teve seu primeiro contato com um mundo heterogêneo. Sem que ela soubesse de suas parcas experiências, o apresentou ao novo mundo, do qual nutria um eterno receio. Mas a música foi mais forte, o ritmo o dominou e, quando menos havia percebido, a pista de dança o tragava. Logo, serviu de ombro amigo para as confissões de sua amiga e, em seguida, usou o dela para se confessar: era gay. 

Dai, a inevitável sucessão de amores, idas e vindas que aqui ainda não cabe descrever. Até que 10 anos depois, por arte do destino, Jeci - grande amigo feito nesse meio tempo - lhe apresenta Vapes. E o que era para ser apenas uma daquelas paixões avassaladoras, se transformou em uma relação. Em uma parceira que, desde 2005, faz parte de sua vida. 

Nesse tempo todo, viveu às escondidas. Seus pais, alimentados pela gama de meninas que os apresentara ainda adolescentes, sonhavam com a tradicional família homem-mulher, com casamento na igreja, lua-de-mel, compra de apartamento, carro, filhos e preocupação com a educação deles. 

Mas ele não estava destinado a seguir esse destino imposto para si. Vapes se tornou seu companheiro. E hoje, 2014, ainda juntos, como todo casal, enfrentam uma montanha-russa de emoções. Aparam arestas, arrumam essa casa louca que é o coração, sempre em dúvidas se estão certos, mas com a certeza de querer uma coisa em comum: estar juntos. 

No meio desse mar de vida, decidiram que era hora de um passo a mais. Numa noite, depois de um papo gostoso e leve como há muito tempo não haviam tido, surge o pedido. Era 02 de Maio. Mais de um mês depois, 07 de Junho, eles trocaram alianças e assim, ficaram noivos. 

O que vem a seguir, é futuro.
Como todo futuro, ainda não está escrito.
Mas está destinado a ser o que quer que seja. 
E que seja o que os dois quiserem.
Porque a Deus pertence
Mas o arbítrio é deles.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Não sou Refinado. Sou contido.

Porra, como eu me sinto inadequado. Caralho, como é difícil ser eu mesmo, as vezes. Que saco. 

Queria deixar claro que eu não sou uma pessoa refinada. Eu sou apenas um cara contido. Eu sei como devo me portar em certos ambientes, mas nem sempre esse comportamento é fluido ou natural. É apenas contenção. 

Eu sou espaçoso. Eu falo alto e gesticulo. Ando arrastando os pés, quando estou de chinelo. Me jogo numa poltrona ou num sofá, como se fosse uma cadeira de praia. Eu gargalho estridentemente enquanto jogo minha cabeça para trás. 

Não é falta de educação ou de polimento. É apenas uma questão de comportamento. 

Ando tão encaixotado, limitado, preso por conta da minha própria profissão que, quando estou fora do meu personagem, preciso estravasar. 

É nesse momento que encontro olhares, palavras, comportamentos que simplesmente me reprovam. Logo a mim, absurdamente carente de aprovação por toda e qualquer pessoa que passe por minha vida. 

Nessas horas é que me pergunto se vale a pena ser social. Se vale a pena me cercar de tantas pessoas se, no final, o resultado será apenas igual: me decepcionar comigo mesmo.

Me olhar no espelho e me ver de uma forma que eu não gosto. Lembrar de palavras que disse e apenas não ser feliz com o resultado que elas provocaram. Sentir meu coração bater em tristeza por não corresponder à expectativas dos outros. 

Que merda.
Que saco. 
Que bosta. 

Agora é engolir seco mais uma vez. Desculpar-me novamente por ser quem sou e seguir. Como sempre fiz. Até que um dia eu mude. Ou siga tentando. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Mensagens e Chamadas Telefônicas


O mundo se digitalizou, isso é fato. Segundo especialistas, essa digitalização aproximou as pessoas e, por isso, estamos mais e mais em contato com pessoas com as quais falávamos, no máximo, uma vez por semana, por telefone, na época em que chamadas interurbanas eram os olhos da cara.

Com a chegada dos smartphones, chegou também a portabilidade dos bate-papos virtuais. As pessoas não se ligam. As pessoas mandam mensagens. As pessoas não se falam, mandam SMS. As pessoas não marcam mais nada, ficam de se encontrar em algum lugar e, quando lá estão, mandam mensagens dando as coordenadas de como encontrá-las.

Eu, como todo bom adpeto de tecnologias, aderi aos smartphones. Tenho não apenas um, mas dois desses telefones que se transformam em seus melhores amigos, companheiros para toda as horas de alegria, tristeza, melancolia, euforia e outros tantos sentimentos que ainda, como humano, possuo.

Mas recentemente resolvi adotar outra política para minha vida. Pessoas reais tem preferência às virtuais. Se estou na mesa de um barzinho com um grupo de amigos e alguém me manda uma mensagem, eu vou responder. Mas eu respondo "agora não posso conversar, estou com amigos. Nos falamos mais tarde". No início, eu (que estava sempre disponível) até ouvi alguns comentários maldosos a esse respeito. Mas agora, tempos depois, os amigos já tem consciência de que não adianta chorar, espernear ou xingar: O Menino que Voa vai responder sua mensagem quando não estiver em momentos sociais.

Outra situação que percebi é que as pessoas não se ligam mais. Fazem tudo através dessas fatídicas mensagens. Marcam cinema, teatro, almoços, jantares e toda sorte de eventos sociais através de bate-papos que são, em sua maioria falhos. Cansei de presenciar crises geradas pela simples e costumeira "não entrega" das mensagens em tempo hábil. Dia desses, um amigo ia me buscar no aeroporto e se surpreendeu quando liguei pra ele já em casa. Depois de me perguntar onde eu estava, perguntou se não tinha recebido sua mensagem dizendo que me buscaria no aeroporto. Sabe quando eu recebi essa mensagem? Na mesa do restaurante, após tê-lo encontrado e já estar comendo. Ou seja, o serviço - ainda - é falho e não deve ser utilizado em casos de emergência.

Outra luta minha é: quer resposta rápida? LIGUE!

Pelo mesmo problema: SMS são falhos. Não são entregues. Não possuem emoção. Não possui carisma. São palavras jogadas ao vento que se perdem, se não são lidas. Se não são comentadas. Se você quer a presença de seu amigo na mesma mesa de restaurante que você, na mesma hora e dia que você está lá, ligue e chame-o. Criar eventos no Facebook até funciona para eventos distantes, mas uma chamada é mais prazerosa, mas pessoal, menos fria e faz com que a pessoa se sinta importante. Naquele momento, essa pessoa é a rainha de sua atenção, individida, individual, exclusiva e inteira.

Ligue! Comunique-se!

domingo, 17 de outubro de 2010

Mais uma Blogueira

Hoje, uma grande amiga entro para o mundo blogueiro. Sua paixão pela arte escrita vem desde meados da década de 80, quando nos conhecemos quando ainda estudávamos no chamado ginásio, pouco depois dos nossos 10 anos de vida.

Vamos todos dar as boas vindas a Let Viana e seu blog.

Na TV: Fantástico
No PC: True Blood
No iTunes: Ultraje a Rigor canta "Volta Comigo"

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Conexão Direta Via Radio




Me rendi às maravilhas da conexão direta via radio da Nextel. Pesquisei durante um tempo os preços, os aparelhos, os serviços e as facilidades de utilizar o serviço da empresa e fiz uma decisão consciente de que eu estava testando mais uma, não mudando para a melhor das operadoras.

Depois de sair das amarras pelas quais eu estava sujeitado por contrato de fidelidade com outra empresa, pude exercer o meu direito à infidelidade e trocar, sem piedade de operadora por uma que eu ainda não tinha ouvido falar mal. Bom, pelo menos até então.

Com o primeiro passo dado (o contrato de prestação de serviços), passei para a pesquisa de aparelhos.

Quase que totalmente limitado a aparelhos Motorola, fiquei surpreso que funções consideradas básicas, hoje, ainda não estão disponíveis nos modelos iden, tecnologia desenvolvida pela própria Motorola para os serviços de radio. Isso, explica a quase total exclusividade de aparelhos Hello Moto para o serviço, mas não a falta desses recursos em quase sua totalidade de modelos.

Finalmente, decidi pela canadense Blackberry, que resolveu licensiar a tecnologia motorólica e disponibilizou um aparelho que junta o serviço iden com suas já conhecidas facilidades no envio de mensagens, além de detalhezinhos básicos como toques mp3, câmera integrada, variedade de perfis personalizáveis e sincronia com PCs e Macs.

Agora, estou na fase de testes da operadora. Meus primeiros três contatos com o serviço de atendimento ao cliente me deixaram feliz pela agilidade e disponibilidade do pessoal. No mesmo dia que ativei meu chip (que a empresa manda pelos correios, depois de analisado e aprovado o seu contrato), consegui desbloquear as chamadas de radio internacional e alterar minha senha de acesso aos serviços mediante confirmação de dados pessoais.

Alem disso, a clareza com a explicação dos serviços e o cuidado em continuar me chamando pelo nome pelo qual me apresentei, apesar de meu nome no contrato incluir um pré-nome que utilizo apenas em consultorios médicos, me encantaram mais ainda.

Em suma, estou exercendo plenamente meu lado Polyana de ser. Estou feliz, contente e confiante, até que se prove o contrário, como foi a minha história com outras operadoras no passado recente. E assim espero que continue, porque a evolução no atendimento das empresas de telefonia celular no país me permite, sim, exercer a infidelidade consumidora que me proíbe de continuar com um serviço que não mais me agrada.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Análise Fatídica de um Passageiro


Eu tenho feito minhas viagens por aí e fico observando as pessoas que ficam daqui pra lá e de lá pra ca. Analiso quem vem dos Estados Unidos, Chile, Argentina, França, Italia e outros tantos destinos e cheguei a conclusão que o pior passageiro é aquele que vem de Miami.

Veja bem: se o cara tivesse dinheiro e cultura, iria para a Europa, deliciar-se com os museus, cafés, alta costura e uma excelente culinária regada aos melhores vinhos do mundo.

Se o cara tem dinheiro, mas não liga tanto assim para o profundo enriquecimento cultural europeu, ele vai para Nova York deliciar-se numa das maiores cidades do mundo. Ou Vegas, a capital mundial da jogatina. Quem sabe dar uma passada em Los Angeles e ver de perto que Holywood é uma bostinha cheia de gente achando que sabe atuar. Num lapso de tempo, cai em San Diego e, lá, aventura-se em cima de uma prancha de surf.

Não!!! O cara vai é para Maiami, lar dos eletrônicos, casa dos perfumes, mansão das bugigangas, um verdadeiro Paraguai em terras do TIo Sam. Ele vai fazer sacolagem. Andar centenas de quadras todos os dias à procura das melhores ofertas. Saltar de outlet em outlet na ânsia de achar o melhor custo-beneficio para as vendas que serão feitas já em terras tupiniquins.

O cara que acha que falar inglês é fazer apologias a filmes pornos da década de 80 com seus famosos "yes"s e "no"s. E falar espanhol é só enrolar a língua, trocar os gês por érrres e colocar uma bola de ping-pong na boca.

Vamos combinar que Maiami é a mais pobre das ricas opções de viagens! Uma terra indecisa, onde não se fala inglês porque tem cubanos demais e não se fala espanhol porque (creia!) a língua oficial é o inglês.

Numa categoria ainda ruim é o brazuca que MORA LÁ. Esse, então, é de dar nojo ao caminhão de lixo. Ele faz questão absoluta de dizer em demasiado alto som que tem greeen caaaaaaard. "Não precisa de formulário. Sou residente nos EUA". E na ânsia de ser o norteamericano que não é, esquece o jeito bom de ser brasileiro.

E, pior que esse, é o que mora em Maiami e esta indo visitar a família, 2 anos depois. Primeiro, esquece o português que falou 25 anos em detrimento da língua de sua nova (e muitas vezes ilegal) cidadania. "Posso ter um jornal?", "Posso ter um travesseiro?". Para esses, que fazem questão de serem estrangeiros, eu sugiro entrar na fila de não-brasileiros no Controle de Imigração. Na hora certa, vai tomar um esporro no meio da fuça por tentar no país de nascimento como estrangeiro. Pior será porque, na falta do necessário visto, ainda vai ter que pegar a fila dos brazucas. NO FINAL DELA!

Enfim, tenho que fazer jus aos que são fieis a si mesmos. Os muambeiros de plantão. Esses são dignos de confiança e admiração. Não se escondem sob a equivocada magia do turismo. Vai pra Maiami pra fazer compras mesmo. Não desfila nas ruas cheios de sacolas porque sabem ONDE e QUANDO comprar. São leves, geniais, engraçado e não tem medo algum de dar as dicas de onde melhor comprar esse ou aquele produto. Não faz pechincha, não esfola a sola do sapato pois tem sempre um carro à mão para ajudar no transporte de mercadorias. E, como desfecho, não dão o MENOR trabalho. Esse são do meu clube; sentam no avião e dorme até o destino final. E que assim sejam para sempre, meus Abençoados Muambeiros.

terça-feira, 26 de maio de 2009

O Outono Chegou! Será?


To confuso... pelo caledáro oficial, o outono já chegou na paulicéia. O tempo secou, alguns casacos já sairam do armário (calma! não sou preconceituoso com casacos gays) e sair de casa com um guarda-chuva, mesmo que pareça louco, é providencial e seguro: nunca se sabe quando vai cair uma chuvinha básica na Terra da Garoa.

A garganta já dá sinais de cansaço. Acordo seco, esturricado, louco por meio litro d'água. Fica difícil engolir até saliva. Ao mesmo tempo que a língua fica seca e, mesmo com tanta água, ainda fica parecendo aquelas lixas de unha.

Mas, as vezes, nos preparamos pra dormir e, quando deitamos, vemos 29 graus de temperatura. Quem aguenta?

Isso me confunde!!!!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ela chegou! E eu não vou!


E ela chegou. Já fez dois shows e eu aqui, pensando... será que fiz a escolha certa ao não ir?

Agora já era. Nos dias dos shows em Sampa, estarei trabalhando. Feliz e longe, nem vendo a muvuca que vai ser aqui na cidade.

Vapes está balançado. Uma amiga resolveu ir. E ele me perguntou se eu toparia. Mas nao poderei.

Então fica o sentimento de "faltou luz na ultima parte do filme".

Tudo bem... meu bolso agradece DE NOVO!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sobre o Dialeto Fluminense


O Vapes, agora de manhã, resolveu me dizer que o Manezês está no Wikipédia como um dialeto originário do sul do Brasil, uma forma específica de falar do nativo de Florianópolis, capital de Santa Catarina, Brasil.

E eu resolvi ler o artigo. Achei interessante, pois é baseado numa publicação real, da Universidade de Santa Catarina (clique aqui). Mais ainda, por fazer referência a outros "dialetos" da língua portuguesa do Brasil: Caipira, Fluminense, Cearense, Brasiliense, Baiano, Gaúcho, Manezês, Mineiro, Nordestino, Nortista, Paranaense, Paulistano, Sertanejo e Sulista.

Eu nem sabia que existiam tantos dialetos aqui no Brasil, mas sempre admirei e gostei das diferençar existentes na nossa língua, até hoje conhecida por mim por "regionalismo".

Eu ACHO que o Wikipedia (re)definiu o regionalismo como dialetos e ficou desse jeito.

Uma característica, entretanto, me saltou aos olhos no dialeto Fluminense. Segundo a própria Wikipédia (clique aqui), ele "apresenta uma estrutura fonológica dificilmente encontrada em outras regiões, sendo algumas de suas características peculiares o "r" aspirado no final de sílaba e a abundância de ditongos e de fonemas palatais fricativos, em detrimento dos sibilantes".

(pausa para releitura!!!)

Aí eu pensei, imediatamente: "preciso postar isso" porque minha cara de interrogação foi substituída por uma gargalhada e uma vontade de lembrar, dos tempos da faculdade, que diabos eram "fonemas palatais fricativos" e "fonemas sibilantes".



Divirtam-se.....

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Atraso Não Dá Ibope


Eu sei que eu to longe faz uns dias, mas eu tava trabalhando. Virei duas noites, encontrei uma amiga querida e ainda tivemos tempo de jantar num bistrot super arrumadinho.

Mas eu ainda to cansando e DOIDO de vontade de contar mais histórias do Chander, que causou polêmica no seu primeiro post aqui no DDB!

No mais, tenho tido papos BEM legais com o Serginho (do Justo & Digno) e o Paulo (do Cantinho Escuro) por MSN! Às vezes, o autor do Confissões a Esmo aparece também, mas falamos super pouco.

To atrasado com o post sobre o show da Vovó Lauper no Via Funchal e a maratona Star Wars que fiz em casa com a cara-metade (como fala o Airborne!).

No mais, tudo bem. Andei dodói, ms já tô be melhor, pelo menos do meu descompasso interno (uma discussãozinha entre meu estômago e meu intestino - quem se f0d3 sou eu, né?).

Hoje preciso ver episódios 03 a 07 da 5ª temporada de Desperate Housewives. To atrasado pra KCT... e eu nem comecei a ver a 8ª temporada de Smallville. Ou seja, tô ferradasso de atraso!

Enquanto isso,  no iTunes, Carrie Underwood canta Some Hearts, no melhor estilo Country moderninho!

domingo, 14 de setembro de 2008

Família e Amigos


Acabo de chegar de minha terrinha linda do coração: São Salvador da Bahia e trago, de lá, novas recordações, novas vivências de velhas amizades. Reencontrar Nopacai, Jeci, Lowpel, Enive, Ovosinde foi muito bom. Por o papo em dia. Falar de projetos e de experiências passadas.

Falando assim, parece que não mantemos contato pela Internet, mas ao VIVO, as coisas fluem com mais rapidez. Encontrar todos ao mesmo tempo faz um em danado. Os caninos parecem e viramos víboras de pensamentos rápidos, prontos para chutar qualquer bola que tenha ficado quicando. Nos divertimos com isso, traduzindo nossa alegria em risadas escandalosas.

Reecontrei Rosgae, após uns 06 ou 08 anos sem vê-lo. E foi como nunca tivéssemos perdido o contato real. 

Jantei com Nopacai em sua "nova casa", junto com seu par, Gan, e seus tios de Barreiras, interior do estado.

Fui a diversas festas de aniversário e tive, por obrigações do meu trabalho, que retornar mais cedo para a paulicéia e perder o niver da Gigi Torta de Morangos, filha de uma amiga da faculdade que completou, dia 13, 02 aninhos de idade. Uma fofa. Ela e o irmão, Rafa.

No mais, foi estar com meus pais. Arrumar meu antigo quarto, ter contato com lembranças de outras tantas épocas que passaram e que deixaram marcas, boas ou ruins, mas marcas da minha vida. Deliciosa vida passada na minha cidade e que não volta mais, porque o Menino evolui. O Menino entende que passou e que sua vida continua. O Menino sabe que sua felicidade está na loucura da Paulicéia, junto a seu par. O Menino, então, volta para viver e despedir-se de suas férias.

E aqui fica mais essa impressão desordenada dos pensamentos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Escrever: Edição de Pensamentos


As vezes não existe uma vontade preponderante de escrever. Eu apenas sento em frente ao laptop e começo a bater nas teclas e, quando vejo, alguma coisa aconteceu. Depois, vou lendo, corrigindo e me deliciando com esses pensamentos que, muitas vezes, nem parecem ser meus. Palavras, que lidas num futuro não tão distantes, nem parecem ter sido colocadas juntas por mim. Não sei dizer se os bloggers de plantão são assim também, ou se desenham seus posts antes de escrevê-los.

Assim eu funciono, algumas vezes expondo idéias. Outras, criando controvérsias. Outras mais, gerando polêmica. Em algumas, abrindo meu coração, mas escondendo-me, ao mesmo tempo, na delícia de ser apenas O Menino que Voa, sem nome, sem rosto, sem cara: escondido em meu anonimato.

Que loucura isso, né? Ou não! É expressão... e assim escrevo, me expondo, deixando o peito aberto para afagos e arranhões, tapas e beijos.

VIAJEI!

Dica dO Menino:
É um post antigo da Letícia, mas vale a pena ser lido. No mínimo, inteligente, como muitas coisas que essa minha amiga escreve. Espero que curtam!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sobre a PUTA dos Dentes Separados


(post originalmente publicado em 05 de SET de 2008, mas republicado para alimentar polêmicas)

Desde quando essa joça desse show foi confirmado, existe um frissom, uma euforia, uma macacaiada e torno da compra dos ingressos, local, hora e, claro, posicao na qual se assitiria à meretriz-mor do marketing propagandista mundial. Especulações, apostas e desejos incabidos de centenas de milhares de fãs, órfãos por 15 anos da presença de sua diva em terras tupiniquins. 

Eis que Madonna Louise Veronica Ciccone ou, mais atualmente (até que se assine papéis ou não), Madonna Louise Ciccone Ritchie resolve entrar na onda do hip hop no mesmo timing que o Brasil entrou na era disco: quase na hora de acabar. Pra os mais novinhos de plantão, a era disco chegou no Brasil no final dos anos 70, quando o mundo inteiro já estava enjoado e enojado dos globos espelhados, meis soquetes e cabelos balançantes (desculpa, Juju, mas neologismos são meu estilo!). 

Enfim... a, até então, precussora de estilos mijou fora da bacia, igual ao pau que nasce torto do É o Tchan, quando ainda se chamava Gerasamba. Hip Hop já era. O álbum chegou atrasado alguns anos. Mas como é Madonna (e ouve-se atrás um coro: "oooooooh Madonna"!), a gente aceitou e resolveu escutar. Escuta-se, ouve-se, torce-se a cara e resolve-se escutar mais vezes, afinal, é Madonna (e ouve-se atrás um coro: "oooooooh Madonna!"). 

Aí entram as considerações. Álbum bom, curte-se de primeira (já já eu dou uma dica!). Esse negócio de ter que "aprender a ouvir" é pra galera "cabeça". A Sra. Richie eh CO-MER-CI-AL com separação silábica. Em outras palavras, as coisas têm (olha o acento de plural, Juju - risos) que ser digeridas assim que ouvidas. Soam os primeiros acordes e já se está em polvorosa, com calafrios, olhos e bocas abertas e uma imensa vontade incontrolável de dançar. 

OK. Superamos o trauma do "ouvir para aprender a gostar". Ela resolve sair em turnê mundial, mas aí não tem pra quem vender Sticky and Sweet e ela volta-se pra America Latina, urgente por shows de sua diva. 

E ai começa OUTRA novela: preços, locais, datas, numero de apresentações, cambistas, velhos, grávidas, filas e montes e montes de bichas loucas vendendo suas cuecas Calvin Klein que compraram em 20x no Visa pra comprar uma porra de um VIP que custa meros 600 reais, para quem tem a dignidade de não usar o golpe da carteira falsa de estudante (lembrem-se que para outras coisas existe Mastercard!). 

Cadastros na internet, horas esperando online para comprar o ingresso porque não se esperava esse contigente (????) na rede. Filas exaustivas. Tickets esgotados. Enfim... uma luta digna de fase final de adventure de PS3. 

E a pergunta: será que eu me submeto a isso? 

Resposta: NÃO. Apesar de AMAR a filha da puta que teve a pachorra de não mandar, até hoje, arrumar aqueles dentes, eu não vou desembolsar 1200 reais para ver uma formiguinha saltitando de um lado para outro no palco do Morumbi ou Maracana. Prefiro dar de entrada numa belissima TV LCD de 52" Full HD, comprar o DVD quando lançar e ver até os pelos da xereca dela quando ela sentar-se nas escadas para conversar com o publico. 

A vontade de vê-la de perto foi substituída pelo simples amor ao meu bolso e à minha dignidade. Pelo preço da montagem do palco, luzes e mais detalhes de producão, era cabível que ela fizesse muito mais que 03 apresentações em SP e 01 no Rio de Janeiro. Na minha experiência de ex-produtor executivo, isso ajudaria a DILUIR os custos de produção, baratear os ingressos e dar mais chances a um país de 182 milhões de pessoas (fonte aqui) de poder ver sua diva pop sem precisar se prostrar à mercê desses preços abusivos e "facilidades" inexistentes. 

ME ATAQUEM, mas no fundo, mesmo quem comprou, sabe que existe um "Q" de verdade.