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terça-feira, 10 de junho de 2014

Aliança

E então o filho nasceu gay. Desde pequeno exibe trejeitos menos masculinos, dança, canta, adora interpretar e tem os sentimentos à flor da pele. Desde pequeno, lembra-se de observar atentamente os corpos masculinos nos vestiários dos clubes de natação que freqüentava, sem sentido sexual, por causa da tenra idade, mas com uma adoração daqueles corpos já formados. Músculos e pelos. A forma masculina em sua essência. 

Chegou a adolescência e, com ela, os desejos. Observar já não era mais suficiente. Mas todo o peso da sociedade, da moral e dos bons costumes resolveram cair sobre seus ombros. Em 1989 deu seu primeiro beijo, com uma menina que seria a consorte da Rainha do Axé, em 2013. Seguiu-se a grande paixão platônica da adolescência, Daniela. Depois, a primeira namorada fora dos muros do colégio,  Ana Paula. E assim vieram Marianne, Daniela, Flavia, Cristina e, enfim, Manuela, com quem passou belos anos e teve, pela primeira vez, seu coração inteiramente destruído. 

Nesses anos todos, quis realmente estar com todas elas, mas jamais deixou de observar a forma masculina. Modelos de sunga em outdoors captavam seus olhares. Capas de revistas com os galãs do momento o faziam pensar como seria estar com um deles. Entre uma e outra, claro, se deixava brincar com colegas de classe, amigos da natação ou os próprios vizinhos, curiosos, experimentais, se descobrindo e gozando cada momento. 

Aproveitou seu momento olimpiano. Atleta, campeão, corpo escultural, popular na escola ou onde passava, atraia olhares, sorrisos e galanteios. Exibia em regatas os músculos torneados dos braços, em bermudas as pernas definidas e, quase sempre sem camisa, o desenho dos peitorais trabalhados na água e o abdômen sem dobras. Reto. Liso. Teso. 

Com o coração partido, reencontrou uma amiga de infância, que conhecera quando tinha apenas 5 anos. E assim, teve seu primeiro contato com um mundo heterogêneo. Sem que ela soubesse de suas parcas experiências, o apresentou ao novo mundo, do qual nutria um eterno receio. Mas a música foi mais forte, o ritmo o dominou e, quando menos havia percebido, a pista de dança o tragava. Logo, serviu de ombro amigo para as confissões de sua amiga e, em seguida, usou o dela para se confessar: era gay. 

Dai, a inevitável sucessão de amores, idas e vindas que aqui ainda não cabe descrever. Até que 10 anos depois, por arte do destino, Jeci - grande amigo feito nesse meio tempo - lhe apresenta Vapes. E o que era para ser apenas uma daquelas paixões avassaladoras, se transformou em uma relação. Em uma parceira que, desde 2005, faz parte de sua vida. 

Nesse tempo todo, viveu às escondidas. Seus pais, alimentados pela gama de meninas que os apresentara ainda adolescentes, sonhavam com a tradicional família homem-mulher, com casamento na igreja, lua-de-mel, compra de apartamento, carro, filhos e preocupação com a educação deles. 

Mas ele não estava destinado a seguir esse destino imposto para si. Vapes se tornou seu companheiro. E hoje, 2014, ainda juntos, como todo casal, enfrentam uma montanha-russa de emoções. Aparam arestas, arrumam essa casa louca que é o coração, sempre em dúvidas se estão certos, mas com a certeza de querer uma coisa em comum: estar juntos. 

No meio desse mar de vida, decidiram que era hora de um passo a mais. Numa noite, depois de um papo gostoso e leve como há muito tempo não haviam tido, surge o pedido. Era 02 de Maio. Mais de um mês depois, 07 de Junho, eles trocaram alianças e assim, ficaram noivos. 

O que vem a seguir, é futuro.
Como todo futuro, ainda não está escrito.
Mas está destinado a ser o que quer que seja. 
E que seja o que os dois quiserem.
Porque a Deus pertence
Mas o arbítrio é deles.

domingo, 8 de junho de 2014

Sobre "A Culpa é das Estrelas"

(Não contém spoilers)

Depois de toda uma efusão de trailers e propagandas a respeito de "A Culpa é das Estrelas", me rendi a assistir ao filme na noite desse sábado com um grupo de amigo bem heterogêneo. Um heterocasal, uma heteromina e mais 4 homocaras, além de Vapes e eu (estou avisando ao autor de Cinema, Homens e Pipoca que peguei os nomes acima emprestados do blog dele).

É incrível como a percepção do filme varia de uma pessoa para outra, de acordo com sua vivência pessoal. Para uns, apenas um filme que foi feito para fazer chorar. Para outros, uma recordação de uma experiência que deveria ser esquecida (seja ela uma doença, um parece adoecido ou um amor que não deu certo). Para outros tantos, uma melação que poderia destruir, em teor de glicose, uma mistura de açúcar, marshmallow e chantilly. 

Para mim, foi uma poesia em forma de filme.

Poesia que faz você se apaixonar por Hazel Grace Lancaster, personagem principal da trama, pela sua atitude prática em relação à vida e sua condição terminal.

Poesia que faz você delirar ao conhecer Augustus Waters e seu sorriso cativante, sua insistência por uma vida de amores e risos, sua incansável paciência e a certeza de que tudo ficará bem.

Poesia que faz você abrir seu coração e ver, que além dos problemas, você pode ser feliz nos infinitos momentos que podem ser criados quando um coração encontra outro. 

Em um mundo no qual as relações estão baseadas na efemeridade e no sexo, assistir o desenrolar de um romance meio que à moda antiga, nos faz lembrar que existe ainda magia nesse mundo, que a espera pode ser vantajosa e que amar jamais é demais. 

Junte todos os vampiros e lobisomens adolescentes conhecidos do cinema atual.  Junte a eles, os anjos e caçadores de fantasmas dos livros adolescentes. Eles jamais chegarão ao pés de Gus e sua inverossímil complacência e atitude positiva. Sequer conseguiram limpar o chão onde pisa aquele que mostra uma fúria imensa, mas contida, ao ver os pedidos do amor de sua (curta) vida serem despedaçados por outra pessoa, que sequer merecia sua atenção. E o mais importante: se deixe levar pelo sorriso garoto, maroto, escroto, incontido e moleque de um adolescente que quer tudo, exceto o esquecimento. 

Hazel Grace é a antítese das mocinhas chatas, carentes e insuportáveis que temos visto por aí. Viaje em suas atitudes maduras, seus conselhos super diretos e a beleza da voz impressa por Shailene Woodley (de Divergente, 2014) à sua personagem. Meio menina, meio mulher, o tom rouco compõe uma impresso de fragilidade, que se confunde com a força que ela cria a partir, apenas, da aceitação inegável de sua doença. 

Cheguei leve em casa. Com aquela sensação de alma lavada. Por lágrimas, seguramente. Já que o filme é uma mescla de risos, sustos, amores e choro. 

Leve um lenço. E divirta-se com essa lindamente contada história. 

iPod em silêncio. 
No iPad, apenas o som das palavras tomando forma para esse post. 

terça-feira, 3 de junho de 2014

A Constância da Escrita


Escrever é um exercício constante. Desde o início do blog, em 2003, as idéias vem e vão em ondas. Quando as colocamos para fora, parece que tomam vida e passam a vir com mais força. 

Um dos exemplos para mim mesmo é o blog. Abandonado por meses a fio, basta voltar a escrever para as idéias fluírem como se nunca tivéssemos parado de ter essa interação, eu e ele.

A diferença é que o público que freqüentava o acervo de pescarias mentais acaba por abandonar, depois de algum tempo sem notícias suas. Retiram seu blog das listas porque sabem que as atualizações vão demorar de ocorrer - se voltarem a ocorrer, um dia. 

Mas a aura do blog me encanta. Com o advento do microblog do passarinho, as idéias antes desenvolvidas com ardor e poder se reduzem a míseros 140 caracteres que, usando da minha própria metalinguagem, acabei de extrapolar. Em outras palavras, a própria explicação da existência do Twitter ultrapassa sua auto-imposta fronteira. 

A rede social do Mark também é outro exemplo das atualizações superficiais que passamos a lidar diariamente. Não importa mais o aprofundar de pensamentos, o escancarar da alma, o choro das pitangas. Tudo passa a ser belo, prazeroso, lindo e ilustrado. Sim, as ilustrações das fotos nas melhores poses, com os melhores sorrisos, nos melhores momentos, com as melhores companhias e lugares inesquecíveis. 

Mas falho em ver onde está a profundidade dos discursos nessas chamadas redes sociais. Por mais diferentes que sejam as idéias dos outros, o fato delas serem debulhadas em mais de um mísero parágrafo, aqui na blogosfera, faz brilhar os meus olhos. Fico feliz em ver que existem seres que se preocupam em espalhar seus mirabolantes pensamentos, exacerbar suas opiniões, exercitar sua capacidade critica, seja ela de um um filme, de um livro, de um evento ou apenas idéias e fatos de um já tão batido cotidiano. 

E assim, eu tento retomar o meu prazer da escrita. Aos poucos, aproveitando os momentos de ócio para transforma-lo em criação. Voltando meu olhar para meu eu interior e me reapropriar de algo que sempre foi meu: minha capacidade critica, em forma de textos, crônicas, histórias e recados. 

Para você, que tem estado aqui, meu muito obrigado. Não ligue para a bagunça. As idéias são minhas, a casa é minha, mas eu adoro receber visitas. Fique à vontade. 


No iPod: Sirens, do album novo de Cher. 
No iPad: albums episódios da 3ª temporada de "As Panteras" me esperam. 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Não sou Refinado. Sou contido.

Porra, como eu me sinto inadequado. Caralho, como é difícil ser eu mesmo, as vezes. Que saco. 

Queria deixar claro que eu não sou uma pessoa refinada. Eu sou apenas um cara contido. Eu sei como devo me portar em certos ambientes, mas nem sempre esse comportamento é fluido ou natural. É apenas contenção. 

Eu sou espaçoso. Eu falo alto e gesticulo. Ando arrastando os pés, quando estou de chinelo. Me jogo numa poltrona ou num sofá, como se fosse uma cadeira de praia. Eu gargalho estridentemente enquanto jogo minha cabeça para trás. 

Não é falta de educação ou de polimento. É apenas uma questão de comportamento. 

Ando tão encaixotado, limitado, preso por conta da minha própria profissão que, quando estou fora do meu personagem, preciso estravasar. 

É nesse momento que encontro olhares, palavras, comportamentos que simplesmente me reprovam. Logo a mim, absurdamente carente de aprovação por toda e qualquer pessoa que passe por minha vida. 

Nessas horas é que me pergunto se vale a pena ser social. Se vale a pena me cercar de tantas pessoas se, no final, o resultado será apenas igual: me decepcionar comigo mesmo.

Me olhar no espelho e me ver de uma forma que eu não gosto. Lembrar de palavras que disse e apenas não ser feliz com o resultado que elas provocaram. Sentir meu coração bater em tristeza por não corresponder à expectativas dos outros. 

Que merda.
Que saco. 
Que bosta. 

Agora é engolir seco mais uma vez. Desculpar-me novamente por ser quem sou e seguir. Como sempre fiz. Até que um dia eu mude. Ou siga tentando. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Mensagens e Chamadas Telefônicas


O mundo se digitalizou, isso é fato. Segundo especialistas, essa digitalização aproximou as pessoas e, por isso, estamos mais e mais em contato com pessoas com as quais falávamos, no máximo, uma vez por semana, por telefone, na época em que chamadas interurbanas eram os olhos da cara.

Com a chegada dos smartphones, chegou também a portabilidade dos bate-papos virtuais. As pessoas não se ligam. As pessoas mandam mensagens. As pessoas não se falam, mandam SMS. As pessoas não marcam mais nada, ficam de se encontrar em algum lugar e, quando lá estão, mandam mensagens dando as coordenadas de como encontrá-las.

Eu, como todo bom adpeto de tecnologias, aderi aos smartphones. Tenho não apenas um, mas dois desses telefones que se transformam em seus melhores amigos, companheiros para toda as horas de alegria, tristeza, melancolia, euforia e outros tantos sentimentos que ainda, como humano, possuo.

Mas recentemente resolvi adotar outra política para minha vida. Pessoas reais tem preferência às virtuais. Se estou na mesa de um barzinho com um grupo de amigos e alguém me manda uma mensagem, eu vou responder. Mas eu respondo "agora não posso conversar, estou com amigos. Nos falamos mais tarde". No início, eu (que estava sempre disponível) até ouvi alguns comentários maldosos a esse respeito. Mas agora, tempos depois, os amigos já tem consciência de que não adianta chorar, espernear ou xingar: O Menino que Voa vai responder sua mensagem quando não estiver em momentos sociais.

Outra situação que percebi é que as pessoas não se ligam mais. Fazem tudo através dessas fatídicas mensagens. Marcam cinema, teatro, almoços, jantares e toda sorte de eventos sociais através de bate-papos que são, em sua maioria falhos. Cansei de presenciar crises geradas pela simples e costumeira "não entrega" das mensagens em tempo hábil. Dia desses, um amigo ia me buscar no aeroporto e se surpreendeu quando liguei pra ele já em casa. Depois de me perguntar onde eu estava, perguntou se não tinha recebido sua mensagem dizendo que me buscaria no aeroporto. Sabe quando eu recebi essa mensagem? Na mesa do restaurante, após tê-lo encontrado e já estar comendo. Ou seja, o serviço - ainda - é falho e não deve ser utilizado em casos de emergência.

Outra luta minha é: quer resposta rápida? LIGUE!

Pelo mesmo problema: SMS são falhos. Não são entregues. Não possuem emoção. Não possui carisma. São palavras jogadas ao vento que se perdem, se não são lidas. Se não são comentadas. Se você quer a presença de seu amigo na mesma mesa de restaurante que você, na mesma hora e dia que você está lá, ligue e chame-o. Criar eventos no Facebook até funciona para eventos distantes, mas uma chamada é mais prazerosa, mas pessoal, menos fria e faz com que a pessoa se sinta importante. Naquele momento, essa pessoa é a rainha de sua atenção, individida, individual, exclusiva e inteira.

Ligue! Comunique-se!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Análise Fatídica de um Passageiro


Eu tenho feito minhas viagens por aí e fico observando as pessoas que ficam daqui pra lá e de lá pra ca. Analiso quem vem dos Estados Unidos, Chile, Argentina, França, Italia e outros tantos destinos e cheguei a conclusão que o pior passageiro é aquele que vem de Miami.

Veja bem: se o cara tivesse dinheiro e cultura, iria para a Europa, deliciar-se com os museus, cafés, alta costura e uma excelente culinária regada aos melhores vinhos do mundo.

Se o cara tem dinheiro, mas não liga tanto assim para o profundo enriquecimento cultural europeu, ele vai para Nova York deliciar-se numa das maiores cidades do mundo. Ou Vegas, a capital mundial da jogatina. Quem sabe dar uma passada em Los Angeles e ver de perto que Holywood é uma bostinha cheia de gente achando que sabe atuar. Num lapso de tempo, cai em San Diego e, lá, aventura-se em cima de uma prancha de surf.

Não!!! O cara vai é para Maiami, lar dos eletrônicos, casa dos perfumes, mansão das bugigangas, um verdadeiro Paraguai em terras do TIo Sam. Ele vai fazer sacolagem. Andar centenas de quadras todos os dias à procura das melhores ofertas. Saltar de outlet em outlet na ânsia de achar o melhor custo-beneficio para as vendas que serão feitas já em terras tupiniquins.

O cara que acha que falar inglês é fazer apologias a filmes pornos da década de 80 com seus famosos "yes"s e "no"s. E falar espanhol é só enrolar a língua, trocar os gês por érrres e colocar uma bola de ping-pong na boca.

Vamos combinar que Maiami é a mais pobre das ricas opções de viagens! Uma terra indecisa, onde não se fala inglês porque tem cubanos demais e não se fala espanhol porque (creia!) a língua oficial é o inglês.

Numa categoria ainda ruim é o brazuca que MORA LÁ. Esse, então, é de dar nojo ao caminhão de lixo. Ele faz questão absoluta de dizer em demasiado alto som que tem greeen caaaaaaard. "Não precisa de formulário. Sou residente nos EUA". E na ânsia de ser o norteamericano que não é, esquece o jeito bom de ser brasileiro.

E, pior que esse, é o que mora em Maiami e esta indo visitar a família, 2 anos depois. Primeiro, esquece o português que falou 25 anos em detrimento da língua de sua nova (e muitas vezes ilegal) cidadania. "Posso ter um jornal?", "Posso ter um travesseiro?". Para esses, que fazem questão de serem estrangeiros, eu sugiro entrar na fila de não-brasileiros no Controle de Imigração. Na hora certa, vai tomar um esporro no meio da fuça por tentar no país de nascimento como estrangeiro. Pior será porque, na falta do necessário visto, ainda vai ter que pegar a fila dos brazucas. NO FINAL DELA!

Enfim, tenho que fazer jus aos que são fieis a si mesmos. Os muambeiros de plantão. Esses são dignos de confiança e admiração. Não se escondem sob a equivocada magia do turismo. Vai pra Maiami pra fazer compras mesmo. Não desfila nas ruas cheios de sacolas porque sabem ONDE e QUANDO comprar. São leves, geniais, engraçado e não tem medo algum de dar as dicas de onde melhor comprar esse ou aquele produto. Não faz pechincha, não esfola a sola do sapato pois tem sempre um carro à mão para ajudar no transporte de mercadorias. E, como desfecho, não dão o MENOR trabalho. Esse são do meu clube; sentam no avião e dorme até o destino final. E que assim sejam para sempre, meus Abençoados Muambeiros.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Ofuscar de Estrelas


Farrah Fawcett, com certeza, foi um ícone de sua geração com seus cabelos escovados esvoaçantes (muito antes das atualíssimas escovas definitiva, progressiva, de chocolate, de chocolate branco entre outras), seu casamento com Lee Majors, o homem de seis milhões de dólares e sua participação em apenas em Charlie's Angels, As Panteras.

Após adquirir dos boxes das 3 primeiras temporadas da série, decobri que ela APENAS esteve em UMA delas, a primeira. E sua participação foi tão efusiva que muitos lembram dela como a perene Pantera, que figurou apenas 29 dos 116 episódios da série.

Sua aclamação pela crítica, através de uma indicação ao Emmy Awards, veio muito tempo depois que as rugas apareceram, numa época que expressões faciais eram exigidas de atores, fossem eles de que idade fossem, com o filme Burning Bed, de 1984. Em 1990 e 2003, respectivamente, mais duas indicacões por Small Sacrifices e The Guardian.

Michael Jackson, por sua vez, foi inegavelmente um dos maiores astros POP do mundo, não se limitando a participações simples e prêmios televisivos. Desde muito pequeno foi rodeado por talento, sucesso e escândalos... MUITOS escândalos.

Sua transformação, o embraquecimento de sua pele, afilamento do nariz e da boca, alisamento dos cabelos, acusações de abuso sexual a menores, os casamentos controversos e os exageros da mídia sobre uma pessoal mentalmente perturbada denotam que o menino que cantou Ben e alçou-se ao sucesso em tenríssima idade não teve tempo de crescer.

Mesmo assim, teve seu trabalho reconhecidíssimo em todo o mundo e detém, até hoje, a marca de álbum mais vendido da história, com seu Thriller.

Dadas suas histórias, não acreditaria que suas carreiras fossem chegar a um denominador comum até 25 de Julho de 2009. Farrah lutava contra um câncer e chegou, mais uma vez, às primeiras páginas de jornais com seu falecimento e, póstuma, teve suas homenagens e carinho de fãs... que foram prontamente parar no rodapé de todos os jornais, revistas, sites, portais e redes de TV quando o ídolo pop teve um ataque cardíaco.

Sua morte abalou a mídia internacional e relegou a segundo plano a mulher que inspirou tantas outras a explorarem seus sorrisos, seus cabelos e um jeito infanto-juvenil de sedução.

E eu, do alto do meu sarcasmo, ainda passo a acreditar que MJ foi-se de tristeza pelo mundo ter perdido aquela que ELE sempre quis ser!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Daryl van Horne


Todo mundo na vida passa por um Daryl van Horne, personagem de Jack Nicholson  em Bruxas de Eastwick, um dos meus filmes prediletos "of all times".

E não existe citação MELHOR para ele do que a de Alexandra Medford, personagem da Cher: "I think... no, I am positive... that you are the most unattractive man I have ever met in my entire life. You know, in the short time we've been together, you have demonstrated EVERY loathsome characteristic of the male personality and even discovered a few new ones. You are physically repulsive, intellectually retarded, you're morally reprehensible, vulgar, insensitive, selfish, stupid, you have no taste, a lousy sense of humor.  ...and you smell."

domingo, 7 de dezembro de 2008

A Fumaça Alheia


Vou direto ao assunto: uma coisa que me irrita profudamente são fumantes em ambientes de alimentação. Tá... fumantes me irritam de uma forma geral, porque eu tenho ojeriza a cigarro, mas quando eu estou tentando saborear um prato, isso fica mais evidente porque meu humor se altera e eu fico com vontade de sair gritando (Ai meu superego).

Ontem eu estava com Vapes, Folsildi e Fonato numa cantina italiana no bexiga e pedimos, claro, pratos que nos satisfazeriam sem maiores problemas. A cantina é uma graça, os garços trabalham lá há tempos e têm um atendimento nada formal, mas são educados e prestativos. O lugar tem alguns problemas de decoração, mas foda-se... eu estava lá pra jantar e gostaria de fazê-lo sem maiores irritações.

De repente, na mesa ao lado, duas pessoas sacam um maço de cigarro e começam a fumar como se estivessem em sua própria sala de estar.

PERAÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ: vocês acabaram de comer, mas eu estou APENAS começando. Eu quero ter um pouco de sossego e poder saborear minha comida em paz. Eu não vou incomodar você solfejando o último sucesso da Britney Spears ou batendo palmas alta e estridetemente. Nem mesmo vou chegar a seu lado e vomitar, com os olhos vermelhos de raiva, e dizer "ops! cigarro me faz vomitar" (embora ontem eu tive MUITO essa vontade em replay na minha mente todo o tempo que o cigarros deles estava aceso).

Sinceramente! Precisa mesmo você ter que expor pessoas do mesmo ambiente à sua produção diária de fumaça? Onde fica o senso comum? Me irrito. De verdade. Tentei abstrair. Afinal de contas, eles têm o direito de fumar alí, já que a casa não proíbe tal ação.

Falei até com o DONO do lugar, mas ele me disse que não tem como proíbir, já que não tem conhecimento se a tal lei que proíbe o fumo em lugares fechados já foi homologada.

Segundo O GLOBO de 28 de Agosto de 2008 (clique aqui), desde maio, a legislação estadual proíbe o uso de cigarros e equivalentes em bancos, hospitais, escolas, faculdades e repartições públicas. No início deste ano, uma lei municipal proíbe as pessoas de fumar de charutos, cachimbos e cigarrilhas em restaurantes.

A Folha de São Paulo do mesmo dia (clique aqui) diz que Serra (atual governador do estado) assinou projeto de lei que proíbe fumar em bares e restaurantes em SP. Conversando com o Vapes, ele me disse que, normalmente, a assiatura do prefeito, governador ou presidente é a última coisa para uma lei entrar em vigor. Se for, já tenho uma arma contra restaurantes que ainda permitem o tabaco em suas instalações.

Engraçado é quando viajo no mundo de Bobby (que novidade!!!) e fico pensando em comprar um daqueles apitos de guarda de trânsito. Pra usar quando alguém estiver fumando perto de mim. Sei lá... eu fico pensando num diálogo mais ou menos assim:

(depois de vários apitos estridentes, percebo os olhares furiosos dos fumantes)
O Menino que Voa: nossa.... está incomodando, né?
Fumante: (em alto e bom som) ESTÁ, SIM!!!!
OMQV: pois é! sua FUMAÇA também! Mas á que eu tenho que sentir o fedor da sua fumaça, você ouve o ruído do meu apito.

Mas isso não seria educado e, às vezes, eu queria ser BEEEEM mal-educado pra cuidar dessas situações de uma forma que meu superego não se importaria.

A tempo, eu não desgosto dos fumantes. Tenho vários amigos que são, infelizmente, usuários desta m3rd@. Mas eles, pelo menos, me respeitam. Nao fumam em minha casa e, se estamos numa barzinho, eles procuram se posicionar de uma forma que a tal fumaça não venha pro meu lado.

Pronto! Desabafei! Estava PUTO ainda com isso.

No iTunes, Zazie canta On Eteint (Live 2007).
Na TV, alguns episódios da 8ª temporada de Smallville me espera.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Atraso Não Dá Ibope


Eu sei que eu to longe faz uns dias, mas eu tava trabalhando. Virei duas noites, encontrei uma amiga querida e ainda tivemos tempo de jantar num bistrot super arrumadinho.

Mas eu ainda to cansando e DOIDO de vontade de contar mais histórias do Chander, que causou polêmica no seu primeiro post aqui no DDB!

No mais, tenho tido papos BEM legais com o Serginho (do Justo & Digno) e o Paulo (do Cantinho Escuro) por MSN! Às vezes, o autor do Confissões a Esmo aparece também, mas falamos super pouco.

To atrasado com o post sobre o show da Vovó Lauper no Via Funchal e a maratona Star Wars que fiz em casa com a cara-metade (como fala o Airborne!).

No mais, tudo bem. Andei dodói, ms já tô be melhor, pelo menos do meu descompasso interno (uma discussãozinha entre meu estômago e meu intestino - quem se f0d3 sou eu, né?).

Hoje preciso ver episódios 03 a 07 da 5ª temporada de Desperate Housewives. To atrasado pra KCT... e eu nem comecei a ver a 8ª temporada de Smallville. Ou seja, tô ferradasso de atraso!

Enquanto isso,  no iTunes, Carrie Underwood canta Some Hearts, no melhor estilo Country moderninho!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Revelação


NUNCA escove os dentes enquanto lê Calvin & Haroldo. Pode ser prejudicial...


...para o livro

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Primeiro Post


Esse é o Primeiro Post do resto da minha vida.

Que trágico, né? Mas na verdade, é a primeira vez que eu vou escrever alguma coisa depois do meu aniversário.

Não que eu vá escrever alguma coisa de interessante... é apenas uma forma de expressão.

Mas dizer que meu blog é uma expressão dos meus pensamentos mais loucos e viagens aos fantásticos mundos de Bobby seria redundância, pleonasmo, tautologia.

Eu acho que estou é com preguiça de escrever.

ENFIM..... vou ler Calvin & Haroldo e ver Heroes... depois eu viajo mais aqui.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A Sopa Primordial


Peguei carona no post to Airborne (clique aqui pra ler, mas VOLTE!!!) sobre espiritualidade, pra justamente fazer um contraponto num papo que estava tendo com uns colegas lá na empresa, hoje mais cedo.

Antes de mais nada, LONGE de mim ser herege ou injusto e discriminatório com qualquer que seja a religião ou credo de quem ler esse post.

Peço, no entanto, que se você for se sentir ofendido com qualquer afirmação mais atroz sobre religiosidade, espiritualidade e/ou crença, pare de ler AGORA!

Bom... se você continuou, eu avisei....


Andei conversando com uns colegas sobre religiosidade e outras coisas. E me veio um questionamento: Eva foi feita de uma costela de Adão, tiveram Caim e Abel. Caim matou Abel e restaram apenas ele e Adão, com uma única mulher, Eva. De onde veio essa caralhada de gente que povoa o mundo de hoje? De uma C-Mart (Costela Mart, onde o Criador comprava costelas pra fazer gente) ou foi uma putaria generalizada, que filho comia a mãe e versa-vice?

Por outro lado, temos a teoria de evolução de Darwin (Dárvin ou Dáruin, nunca sei a pronúncia), na qual o homem veio alí do macaco e, por algum motivo, a gente tomou um caminho diferente e não ficamos mais pulando de árvore em árvore, nem catando piolho da cabeça do outro (eca!) e comendo (eca eca).

Existe ainda outra teoria mirabolante, defendida por um livro ainda mais mirabolante chamando O Livro de Uranthia, que versa sobre o homem ter sido um cruzamento de macaco com aliens. Essa é BEM louca, mas existem algun pontos a serem analisados, como por exemplo, o homem ser o ÚNICO mamífero dependente da mãe até boa parte de sua infância, enquanto outros aprendem muito rapidamente a sobreviver (andam muito cedo, aprender a caçar e comer sozinhos, entre outras caracteristicas). Como não tenho mais conhecimento sobre isso, deixarei que cada um leia (se houver vontade) e tire suas conclusões.

Voltemos a Darwin...

Existem provas CABAIS da existência de mutações nos macacos (evolução) em diversos museus ao redor mundo que ajudam na teoria do cara. Além disso, há os dinossauros, em suas mais diferentes espécies, espalhados pelo mundo inteiro, sem menção em qualquer livro dito sagrado.

Por outro lado, temos a certeza de que o mais famoso livro sagrado do mundo foi escrito em parábolas. O que nos impede diretamente de dizer que tudo o que está alí escrito aconteceu, de fato, daquela forma, jeito ou maneira.

Eu me questiono e repasso para vocês o seguinte: quem foi que disse que Ele tem a forma que temos, nós, hoje? E se Adão e sua costelinha Eva (com seus filhos Caim e Abel) fossem, simplemente, aquelas primeiras amebinhas da sopa primordial?

domingo, 14 de setembro de 2008

Família e Amigos


Acabo de chegar de minha terrinha linda do coração: São Salvador da Bahia e trago, de lá, novas recordações, novas vivências de velhas amizades. Reencontrar Nopacai, Jeci, Lowpel, Enive, Ovosinde foi muito bom. Por o papo em dia. Falar de projetos e de experiências passadas.

Falando assim, parece que não mantemos contato pela Internet, mas ao VIVO, as coisas fluem com mais rapidez. Encontrar todos ao mesmo tempo faz um em danado. Os caninos parecem e viramos víboras de pensamentos rápidos, prontos para chutar qualquer bola que tenha ficado quicando. Nos divertimos com isso, traduzindo nossa alegria em risadas escandalosas.

Reecontrei Rosgae, após uns 06 ou 08 anos sem vê-lo. E foi como nunca tivéssemos perdido o contato real. 

Jantei com Nopacai em sua "nova casa", junto com seu par, Gan, e seus tios de Barreiras, interior do estado.

Fui a diversas festas de aniversário e tive, por obrigações do meu trabalho, que retornar mais cedo para a paulicéia e perder o niver da Gigi Torta de Morangos, filha de uma amiga da faculdade que completou, dia 13, 02 aninhos de idade. Uma fofa. Ela e o irmão, Rafa.

No mais, foi estar com meus pais. Arrumar meu antigo quarto, ter contato com lembranças de outras tantas épocas que passaram e que deixaram marcas, boas ou ruins, mas marcas da minha vida. Deliciosa vida passada na minha cidade e que não volta mais, porque o Menino evolui. O Menino entende que passou e que sua vida continua. O Menino sabe que sua felicidade está na loucura da Paulicéia, junto a seu par. O Menino, então, volta para viver e despedir-se de suas férias.

E aqui fica mais essa impressão desordenada dos pensamentos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Escrever: Edição de Pensamentos


As vezes não existe uma vontade preponderante de escrever. Eu apenas sento em frente ao laptop e começo a bater nas teclas e, quando vejo, alguma coisa aconteceu. Depois, vou lendo, corrigindo e me deliciando com esses pensamentos que, muitas vezes, nem parecem ser meus. Palavras, que lidas num futuro não tão distantes, nem parecem ter sido colocadas juntas por mim. Não sei dizer se os bloggers de plantão são assim também, ou se desenham seus posts antes de escrevê-los.

Assim eu funciono, algumas vezes expondo idéias. Outras, criando controvérsias. Outras mais, gerando polêmica. Em algumas, abrindo meu coração, mas escondendo-me, ao mesmo tempo, na delícia de ser apenas O Menino que Voa, sem nome, sem rosto, sem cara: escondido em meu anonimato.

Que loucura isso, né? Ou não! É expressão... e assim escrevo, me expondo, deixando o peito aberto para afagos e arranhões, tapas e beijos.

VIAJEI!

Dica dO Menino:
É um post antigo da Letícia, mas vale a pena ser lido. No mínimo, inteligente, como muitas coisas que essa minha amiga escreve. Espero que curtam!