terça-feira, 26 de maio de 2009

O Outono Chegou! Será?


To confuso... pelo caledáro oficial, o outono já chegou na paulicéia. O tempo secou, alguns casacos já sairam do armário (calma! não sou preconceituoso com casacos gays) e sair de casa com um guarda-chuva, mesmo que pareça louco, é providencial e seguro: nunca se sabe quando vai cair uma chuvinha básica na Terra da Garoa.

A garganta já dá sinais de cansaço. Acordo seco, esturricado, louco por meio litro d'água. Fica difícil engolir até saliva. Ao mesmo tempo que a língua fica seca e, mesmo com tanta água, ainda fica parecendo aquelas lixas de unha.

Mas, as vezes, nos preparamos pra dormir e, quando deitamos, vemos 29 graus de temperatura. Quem aguenta?

Isso me confunde!!!!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Oyá por Nóis

Se ela não tivesse feito nada de MAIS, ela já teria surpreendido apenas pelo lindo e sonoro PORRA que saiu de sua boca essa noite.

Nunca fui fã de Daniela Mercury, mas essa noite tive que tirar o chapéu para ela. Não por um ou dois, mas vários motivos diferentes.

Longe aquele tempo que se enrolava no circuito. Parou, deu seu recado às TVs e rádios e mandou bala num repertório que nao deixou nada devendo a ninguém.

Ninguém MESMO, porque ela resolveu encarnar Claudia Leitte e cantou "Beijar na Boca" e pra calar muita gente, cantou "Dalila" e "Eva" de Ivete Sangalo. Sem perder o pique, com uma graça que eu nunca havia visto nessa cantora que sempre fez a linha antipática para todo mundo que não fosse da mídia.

Conversou com os policiais, parou o trio quando viu confusão no beco de Ondina e, PASMEM, quando o trio deu defeito por causa da chuva, ela NÃO SAIU DO PALCO. Ficou ali, esperando o som voltar como todos os que estavam lá embaixo.

MELHOR: uma banda de um camarote começou a tocar suas músicas e ela dançou, cantou, sorriu, agradeceu e ainda perguntou o nome do vocalista da banda que tocava ali dando uma força em cerca de 45 minutos que o trio ficou parado ali.
MAIS: não deixou o trio sair do lugar enquanto não foi dado um jeito de levar o som, pelo menos, até o final do percurso, uns 250m dali.

Curti, dancei, requebrei e cheguei MOÍDO em casa. Amanhã tem mais. Dessa vez, sem trio quebrado.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Achei Dalila

Epa epa epa... direto de Salvador, cidade do Carnaval mais animado do planeta, coração do Brasil, chegando MORTO de 33 horas no AR, emendando trabalho, voo pra Salvador, compra de abadás e, claro, a busca por Dalila, no Cerveja & CIA, com Ivete Sangalo no comando da festa.
Por incrivel que pareça, ela resolveu estar no horário e, depois de encontrar com dois amigos da antiga academia, consegui pegar o bloco DEPOIS da curva do farol. Nesse trajeto, acabei deixando (meio a contra-go0sto) Jeci sozinho, mas eu sei que ele entende.
Me joguei ao som de novas e velhas musicas de uma das musas do axé e, mesmo cansado, pulei, suei, tomei coca-cola pra abastecer açúcar e, numa clima muito gostoso, cheguei INTEIRO a Ondina, onde as cordas baixaram e eu andei de volta pra casa.
Dalila, uma das musicas novas de Ivetao esse ano, tocou mais de 5 vezes e o povo alucinou TODAS elas. Cantando uníssono, brincamos com uma cadelinha inflável apelidada por todos de Dalila, que vestia uma camiseta de "Cadê Xoxó?", outro hit do momento nessa festa louca, fora do continuum espaço-tempo do mundo louco fora daqui.
Senti falta de musicas antigas como "Eva", "Alô Paixão" e outras, mas me deixei levar pelas novíssimas "Beijo na Boca" de Claudia Leitte e "Tchau, I Have to Go Now" (???) do Jamಮ್il.
Cheguei CEDO em casa, a princípio, já que eram APENAS 21h. Mas tá valendo, porque posso dormir um pouco mais.
Por enquanto são essas as noticias da terrinha. SE DER, volto depois contando mais.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Daryl van Horne


Todo mundo na vida passa por um Daryl van Horne, personagem de Jack Nicholson  em Bruxas de Eastwick, um dos meus filmes prediletos "of all times".

E não existe citação MELHOR para ele do que a de Alexandra Medford, personagem da Cher: "I think... no, I am positive... that you are the most unattractive man I have ever met in my entire life. You know, in the short time we've been together, you have demonstrated EVERY loathsome characteristic of the male personality and even discovered a few new ones. You are physically repulsive, intellectually retarded, you're morally reprehensible, vulgar, insensitive, selfish, stupid, you have no taste, a lousy sense of humor.  ...and you smell."

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Música da Espanha

Percorrendo o mundo na minha busca frenética por novas vozes, novos sons e línguas diferentes, me deparei recentemente (na verdade, um reencontro) com um grupo de pop espanhol chamado Fangoria.

Minha história com esse grupo remonta os tempos nos quais eu percorria as ruas madrilenhas, conhecendo cada ponto da primeira cidade européia que eu conhecia. Passei a curtir cada pedacinho da cidade, em seu frio de janeiro e fevereiro, fazendo amigos, aprendendo uma nova língua, estudando e curtindo uma vida diferente.

Conheci pessoas que permeiam meu círculo de amizades até hoje, mesmo que distantes, com palavras que aparecem em datas especiais, mas sempre com muito carinho e admiração.

Nas rádios, a vocalista Alaska cantava "No Sé Que Me Das" e eu achei o som interessante. "Naturaleza Muerta" foi o primeiro CD que comprei e devorei suas músicas como gato novo bebe leite da tigela. "Eternamente Inocente" foi a primera música que consegui tirar a letra em Espanhol e umas das minhas primeiras manias de Fangoria.

Voltando ao presente, estava passeando nas lojas e achei três CDs do grupo. Um, uma reedição do "Naturaleza Muerta" que falei acima, desta vez com 2 CDs, sendo um de remixages. Outro, o primeiro CD do grupo, de 1999, chamado "Una Temporada en El Infierno", também com outro CD recheado de "remezclas". E um novo que eu não havia conseguido pela internet: "Un Dia Cualquiera en Vulcano", de 2003, edição também dupla.

Redescobri esse grupo e tenho ouvido as músicas que me agradam, aprendido a ouvir as outras antigas e, claro, me deliciando com as músicas que ainda não conhecia.

Alaska, a vocalista, é nascida na Argentina, mas mudou-se antes de aprender a falar para a Espanha e tem o mais perfeito e lindo sotaque espanhol central. Além disso, sua voz é unica. Uma mistura de tons graves e melodia chorosa, meio melancólica, meio raivosa, com letras deliciosamente sádicas ou ácidas. RECOMENDO!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Que Venha 2009!!!


O ano começou e eu fiquei fora da blogosfera por mais de 20 dias, mas com uma razão específica. Depois de tanto tempo com meus pais e amigos de outros estados aqui na Paulicéia, essa semana foi que consegui parar, respirar, arrumar a casa, iniciar o processo de por coisas em ordem e, claro, dar um pouco de atenção ao mundo virtual.

Desde 18 de dezembro que tenho estado ocupado em ciceronear meus pais, sair pra almoçar e jantar com amigos visitantes, fazendo malabarismos com meu tempo para conseguir comparecer a todos os eventos que meus amigos estavam organizando. Desde almoços simples e recheados de gargalhadas, com o povo da academia, a jantares-teste em novos restaurantes e temakerias que abriram perto aqui de casa.

Enfim, experiências que apenas deixaram meu final de 2008 mais feliz, mais agradável, com sentimento não só de missão cumprida, mas com aquele gostinho de "consegui!!! que venha 2009".

Minha conquista-mor, entretanto, foi paz de espírito com minha mãe. Todo o tempo que estive com ela, fazendo exercícios de paciência (claro!), mas muito mais facilmente que das outras vezes que ela esteve em Sampa. Depois de um longo abraço na noite de Natal, que nos olhamos nos olhos cheios de lágrimas e pedimos desculpas um ao outro em alto e bom som,  por todas as coisas ruins que já fizemos e dissemos um ao outro, nossa relação deu um pulo gigante em direção à um entendimento muito maior. Inclusive à minha própria aceitação em relação à minha sexualidade.

Em outras palavras, eu não preciso erguer bandeiras para nada. Quero ser, apenas, quem eu sou. E assim, serei amado pelos meus pais, pelos meus amigos e, mais ainda, pelo meu amor.

E que 2009 seja do jeito que você quiser!!!!!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

...e foi assim!


2008 foi marcado por sucessos, graças e alegrias... e que seja assim no próximo ano.

Que venha 2009!!!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sticky and Sweet, o Show


Eram 19h40 do dia 18 de dezembro de 2008 e eu ainda trabalharia até as 22h no plantão em casa, esperando para ser chamado para cobrir a programação de algum colega que poderia faltar. Teria que sair correndo de casa, caso isso acontecesse e eu resolvi arriscar. Liguei para verificar a programação e abri o jogo: "tenho a oportunidade de ir ao Show da Madonna, hoje. Me libera um pouco mais cedo?". E com a resposta positiva do outro lado da linha, tive a certeza de que estava escrito que eu ia pro show da Véia.

As 20h05 eu estava arrumado, com o cabelo desgrenhado propositadamente, suando bicas, dentro de um taxi enfrentando um trânsito mais morno. Nesse horário, nessa época do ano, já não há mais congestionamentos gigantescos na cidade.

Pelo telefone, o Paulo (do Cantinho Escuro) e o ETC (de Salvador) me davam o GPS do show. "Ela ainda não entrou", "vem logo!", "está suepr tranquilo", "tem ingressos pra caramba lá fora", "cambista esta vendendo muito mais barato" foram coisas que me incentivavam a ir. 

O motorista do taxi, seu Pedro, de Salvador, entrava e saia de buracos evitando alguns pontos de trânsito e, manhoso, burlava alguns semáforos, entrando e saindo de ruas desconhecidas. Isso lhe rendeu uma gorjetinha básica de mais de 15% do preço da corrida. Ele agradeceu, disse que não precisava, mas eu insisti. Se fosse um tiozinho lerdo que estivesse dirigindo, eu teria um ataque cardíaco.

Cheguei no Morumbi e, no caminho para a fila, pessoas loucas vendiam ingressos a rodo. Me pediram R$100 reais pela Pista e eu falei que acharia mais barato. Me senti nas Casas Bahia: "quer pagar quanto?". Negociamos e eu paguei $50 reais no ingresso que valia R$250 (depois, fui descobrir que mais próximo da fila, o mesmo ingresso estava sendo vendido a R$30).

Entrei na fila... mais de 500m de fila, que andava aos poucos, mas andava. Lá dentro, ETC me informava que o DJ Oakenfold já tocava. Eu tremia. Não queria perder a entrada do show. Toda aquela pressão, antes da mulher soltar a primeira nota e levar o Morumbi ao delírio.

Na fila, uma primeira impressão: as pessoas não interagiam umas com as outras, mesmo estando no mesmo clima de festa e expectativa. Muito diferente do Carnaval de Salvador, onde desconhecidos trocas apertos de mãos, sorrisos e palavras de alto astral. Alí, sozinho, tentei conversar com meus companheiros de fila, que se resumiram a responder algumas perguntas e voltarem pra seus quadrados.

Mas eu entrei... 1h40 minutos depois de resolver ir ao show consegui encontrar ETC na muvuca. O Paulo estava na Pista VIP e não havia ingressos "pagáveis". Comercializados a R$600 no site, cambistam pediam R$1200, R$2000. Isso mesmo, MIL E DUZENTOS, DOIS MIL REAIS.

As luzes se apagaram, as pessoas enlouqueceram e ela, às 21h55 começou o show. Graças a Deus, com quase 2h de atraso. 

Uma produção espetacular. Tudo pensando minimamente, milimetricamente planejado, minusciosamente organizado, majestosamente dirigido, fortemente controlado, quadrado, preso ao profissionalismo, à necessidade de ser tudo perfeito: e era. Os telões, os vídeos, as performances, as transições, os bailarinos, os cacos, os sorrisos.

Ela nem se preocupava em falar nossa língua, mas era entendida por todos na linguagem universal da música. O show esquentou e ela apresentou músicas do seu novo álbum. 

O show durou duas horas cravadas, com quase 20 músicas no setlist. A maioria, MORNA, mas vo pontuar algumas coisas que me chamaram a atenção.

Em "Human Nature", um video com a Britney Spears ajudou no brilho do show em uma performance dentro de um elevador. Uma versão meio folk da música me embalava numa dança leve quando acordes de 4 Minutes soaram e eu aplaudi. Mas era engano, ela resolveu tocar "Vogue" com uma nova roupagem e coreografia. Muito boa, por sinal, mas ela passou 15 anos sem vir ao Brasil. Nós merecíamos a versão original de Vogue, pelo menos uma estrofe e um refrão. Mesmo assim, aplaudi, dancei e cantei junto.

Depois, ficou morno com as músicas do novo álbum, até me deparar com uma versão ROCK de uma música que não suporto ("Borderline"). Enlouqueci com a nova versão e gritei a letra juntos com os outros fãs que estavam do meu lado. Vou extrair o audio do DVD com essa versão modificada.

Depois, em "She's Not Me", dançarinas com os mais variados figurinos antigos (True Blue, Material Girl, Erotica, Vogue, Human Naturew, Rain e outros) eram descabelados, desarrumados. A maquiagem lembrava os bonecos de cera da Madame Tussauds. E ela negou cada um dos ícones que criou em suas versões anteriores.

"La Isla Bonita" chegou mais rápida, acompanhada de violões espanhóis e violinos numa versão super dançante, com performances maravilhosas dos dançarinos com seus braços enormes, musculosos e definidos.

E ela sentou-se para cantar no modelinho Voz e Violão "You Must Love Me". Linda música, entoada com um sorriso do início ao final. Aclamada pelo público, gritei, aplaudi, pulei e fiz festa junto com o Morumbi.

Em "4 Minutes", mais uma performance com video. Ela agarrava o Justin Timberlake e fazia o povo gritar com seus movimentos sexies, como se o Justin estivesse MESMO alí com ela.

E veio minha supresa. A música que valeu o show pra mim, pela performance, arranjo, roupagem e, finalmente, alguma interação entre as pessoas que estavam na platéia. "Like a Prayer" ganhou uma versão enlouquecidamente maravilhosa. Uma 'must have' no iPod. Meio rock, meio dance, meio eletrônica. Não consigo explicar. Com essa, eu finalmente suei. Para mim, um dos pontos altos do show.

Mas o climax do show não teve instrumentista. Assim como ela fez no Rio, pediu a um do fãs (o cara chamava Márcio e gritava tanto que conseguíamos ouví-lo pelo sistema de som) que escolhesse uma de duas músicas antigas para cantar. "Like a Virgin" foi cantada acapella, ao som das palmas e ela até errou a letra da música. Ela disse antes que precisava mesmo de ajuda porque esquecia as letras das músicas antigas. E o coro de fãs tomou conta do espetáculo.

No grand finale, "Give it 2 Me" fez o povo pular mais que Maimbê Dandá no Carnaval de Salvador. E ela, assim como entrou no palco, saiu.

Ela Veio... e eu fui!


Pois é... mordi a língua e morri envenenado no meu PRÓPRIO veneno!!!!

A Véia veio... e eu fui ver!

Acabei de chegar e tem resenha depois!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ela chegou! E eu não vou!


E ela chegou. Já fez dois shows e eu aqui, pensando... será que fiz a escolha certa ao não ir?

Agora já era. Nos dias dos shows em Sampa, estarei trabalhando. Feliz e longe, nem vendo a muvuca que vai ser aqui na cidade.

Vapes está balançado. Uma amiga resolveu ir. E ele me perguntou se eu toparia. Mas nao poderei.

Então fica o sentimento de "faltou luz na ultima parte do filme".

Tudo bem... meu bolso agradece DE NOVO!

domingo, 7 de dezembro de 2008

A Fumaça Alheia


Vou direto ao assunto: uma coisa que me irrita profudamente são fumantes em ambientes de alimentação. Tá... fumantes me irritam de uma forma geral, porque eu tenho ojeriza a cigarro, mas quando eu estou tentando saborear um prato, isso fica mais evidente porque meu humor se altera e eu fico com vontade de sair gritando (Ai meu superego).

Ontem eu estava com Vapes, Folsildi e Fonato numa cantina italiana no bexiga e pedimos, claro, pratos que nos satisfazeriam sem maiores problemas. A cantina é uma graça, os garços trabalham lá há tempos e têm um atendimento nada formal, mas são educados e prestativos. O lugar tem alguns problemas de decoração, mas foda-se... eu estava lá pra jantar e gostaria de fazê-lo sem maiores irritações.

De repente, na mesa ao lado, duas pessoas sacam um maço de cigarro e começam a fumar como se estivessem em sua própria sala de estar.

PERAÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ: vocês acabaram de comer, mas eu estou APENAS começando. Eu quero ter um pouco de sossego e poder saborear minha comida em paz. Eu não vou incomodar você solfejando o último sucesso da Britney Spears ou batendo palmas alta e estridetemente. Nem mesmo vou chegar a seu lado e vomitar, com os olhos vermelhos de raiva, e dizer "ops! cigarro me faz vomitar" (embora ontem eu tive MUITO essa vontade em replay na minha mente todo o tempo que o cigarros deles estava aceso).

Sinceramente! Precisa mesmo você ter que expor pessoas do mesmo ambiente à sua produção diária de fumaça? Onde fica o senso comum? Me irrito. De verdade. Tentei abstrair. Afinal de contas, eles têm o direito de fumar alí, já que a casa não proíbe tal ação.

Falei até com o DONO do lugar, mas ele me disse que não tem como proíbir, já que não tem conhecimento se a tal lei que proíbe o fumo em lugares fechados já foi homologada.

Segundo O GLOBO de 28 de Agosto de 2008 (clique aqui), desde maio, a legislação estadual proíbe o uso de cigarros e equivalentes em bancos, hospitais, escolas, faculdades e repartições públicas. No início deste ano, uma lei municipal proíbe as pessoas de fumar de charutos, cachimbos e cigarrilhas em restaurantes.

A Folha de São Paulo do mesmo dia (clique aqui) diz que Serra (atual governador do estado) assinou projeto de lei que proíbe fumar em bares e restaurantes em SP. Conversando com o Vapes, ele me disse que, normalmente, a assiatura do prefeito, governador ou presidente é a última coisa para uma lei entrar em vigor. Se for, já tenho uma arma contra restaurantes que ainda permitem o tabaco em suas instalações.

Engraçado é quando viajo no mundo de Bobby (que novidade!!!) e fico pensando em comprar um daqueles apitos de guarda de trânsito. Pra usar quando alguém estiver fumando perto de mim. Sei lá... eu fico pensando num diálogo mais ou menos assim:

(depois de vários apitos estridentes, percebo os olhares furiosos dos fumantes)
O Menino que Voa: nossa.... está incomodando, né?
Fumante: (em alto e bom som) ESTÁ, SIM!!!!
OMQV: pois é! sua FUMAÇA também! Mas á que eu tenho que sentir o fedor da sua fumaça, você ouve o ruído do meu apito.

Mas isso não seria educado e, às vezes, eu queria ser BEEEEM mal-educado pra cuidar dessas situações de uma forma que meu superego não se importaria.

A tempo, eu não desgosto dos fumantes. Tenho vários amigos que são, infelizmente, usuários desta m3rd@. Mas eles, pelo menos, me respeitam. Nao fumam em minha casa e, se estamos numa barzinho, eles procuram se posicionar de uma forma que a tal fumaça não venha pro meu lado.

Pronto! Desabafei! Estava PUTO ainda com isso.

No iTunes, Zazie canta On Eteint (Live 2007).
Na TV, alguns episódios da 8ª temporada de Smallville me espera.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Pêlos Pubianos


Estava essses dias falando com uma amiga sobre seus causos amorosos e ela me disse que, certa vez, pediu a seu P.A. para aparar seus pêlos.  Esse pedido foi encarado como uma afronta à sua masculinidade, afinal de contas "homem que é homem anda com sua floresta amazônica particular na região pubiana", pensava ele. 

Eu acredito no oposto: homem que é homem apara seus pêlos, SIM. Não apenas pela higiene, mas também pelo belo espetáculo que pêlos bem aparados podem proporcionar.

Imagina a cara de indignação dessa amiga quando seu P.A. chega com sua "mamãe-sacode" (palavras DELA!!!) e ainda quer carinhos... não dá! Nem chegue perto que ela, com certeza, não quer fazer a linha "cheerleader" com ele (risos)!

Para os voadores de plantão, mamãe-sacode é, também, chamada de POMPOM, daquelas que líderes de torcidas, paquitas e carnavalescos usam.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sobre o Dialeto Fluminense


O Vapes, agora de manhã, resolveu me dizer que o Manezês está no Wikipédia como um dialeto originário do sul do Brasil, uma forma específica de falar do nativo de Florianópolis, capital de Santa Catarina, Brasil.

E eu resolvi ler o artigo. Achei interessante, pois é baseado numa publicação real, da Universidade de Santa Catarina (clique aqui). Mais ainda, por fazer referência a outros "dialetos" da língua portuguesa do Brasil: Caipira, Fluminense, Cearense, Brasiliense, Baiano, Gaúcho, Manezês, Mineiro, Nordestino, Nortista, Paranaense, Paulistano, Sertanejo e Sulista.

Eu nem sabia que existiam tantos dialetos aqui no Brasil, mas sempre admirei e gostei das diferençar existentes na nossa língua, até hoje conhecida por mim por "regionalismo".

Eu ACHO que o Wikipedia (re)definiu o regionalismo como dialetos e ficou desse jeito.

Uma característica, entretanto, me saltou aos olhos no dialeto Fluminense. Segundo a própria Wikipédia (clique aqui), ele "apresenta uma estrutura fonológica dificilmente encontrada em outras regiões, sendo algumas de suas características peculiares o "r" aspirado no final de sílaba e a abundância de ditongos e de fonemas palatais fricativos, em detrimento dos sibilantes".

(pausa para releitura!!!)

Aí eu pensei, imediatamente: "preciso postar isso" porque minha cara de interrogação foi substituída por uma gargalhada e uma vontade de lembrar, dos tempos da faculdade, que diabos eram "fonemas palatais fricativos" e "fonemas sibilantes".



Divirtam-se.....

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Pensando Alto (ou Voando Alto)


Eu navego pelos blogs Brasil (e mundo) afora, achando coisas interessantes para ler, pessoas que gostam e sabem compartilhar seus pensamentos. Que curtem escrever e desabafar.

Muitas vezes acho graça ao saber que as pessoas têm o mesmo pensamento que eu, mas muitas vezes não o colocam pra fora por receio de ser mal interpretado pelas pessoas com as quais tem convívio social.

Nessas andanças, recebi por e-mail uma dica: "Pensando Alto (ou Voando Alto)" é o blog do Vitor Fernandes. Ele resolveu voltar pra esse mundo blogueiro depois de perceber que as pessoas têm opiniões diversas, as compartilham e são abertas a críticas e sugestões no momento que "jogam pro cosmo" suas idéias.

Recebi um e-mail dele, pedindo pra visitar e, como forma de levantar sua moral e servir de incentivo, comentar em seu blog.

Estou fazendo minha parte dando mais uma Dica dO Menino, com o blog Pensando Alto (ou Voando Alto). Espero que vocês gostem!

sábado, 22 de novembro de 2008

Nostalgia Gastronômica (Bebelu)


Passei pela região do Tatuapé esse dias... mais especificamente pelo Metrô Tatuapé. Era uma sexta-feira imprensada no feriado do dia anterior, mas a estação estava O INFERNO de sempre. Cheia, com pessoas de gosto duvidoso e cabelos ensebados. Ay Díos, o que esse povo passa no cabelo? Clara de ovo? Porque fica com uma aparência tão estranha que me dá medo, misturado com nojo e repulsa. Pra mim, vai sair um bicho dali de dentro. (FOCO, Menino!!!! Foco no post!!!!)

Enfim... lá estava eu no inferno supramencionado (o elemento de formação de palavras supra-, que exprime a ideia de superioridade ou excelência, liga-se por hífen ao elemento seguinte quando este começa por vogal, h, r ou s), quando eu vi um anúncio gigante dizendo que o melhor sanduíche do Brasil estava no Boulevard Tatuapé.

Pela marca, reconheci a lanchonete que tanto eu amo, que eu ia todas as vezes que tinha oportunidade quando estava em Fortaleza, capital do Ceará. Nem pensei duas vezes, me joguei na praça de alimentação do boulevard (???) e lá estava o coração amarelo circunscrito em vermelho. Uma marca que me traz excelentes lembranças de uma das melhores capitais do nordeste desse Brasilzão de meu Deus.

Olhei rapidamente e percebi uma leve estilizada no cardápio. Creio que para concorrer com o já disputadíssimo mercado de fast food na paulicéia. Novos lanches, promoções que se pede pelo numero, entre outras coisas. 

Pedi um delicioso Picanhasco. Para os mais afoitos, que não deixaram o trocadilho em paz, eu explico: é um hamburguer de churrasco de picanha, tá?. Calmaê!!!! Esse é um blog de família! Er... quase... pelo menos.

Enfim... me deliciei com o sanduíche que, de tão bom, fez-me (com próclise e tudo!) sentir de novo da Praia de Iracema, numa nostalgia gastronômica de dar inveja. O suco de laranja, batido na hora, com gelo, sem açucar estava maravilhoso. Escrevo aqui e deu, de novo, água na boca. E as fritas não deixaram nada devendo ao McDonald's e Burguer King. Talvez menores, mas igualmente saborosas e crocantes. Mas a estrela do show foi mesmo o sanduiche. Bem feito, deliciosamente temperado com alfaces e tomates de verdade, ao invés das imitações de plástico do meu amado Mac.

Gostei tanto desse sentimento nostálgico, que depois de me jogar numa aula de Power Jump (pulei feito DOIDO!), chamei meu amigo Airborne para conhecer o lugar. Parece que ele aprovou! Quero levar meus amigos para conhecer. Afinal, é do Brasil, é do Nordeste e eu recomendo mesmo. Ah! O atendimento sorridente é uma diferença que conta. NÃO EXISTE essa de "aceitaria um sundae megamix ultra plus de chocolate com castanhas do norte da índia por mais trinta centavos?". Eles, simplesmente, te deixam à vontade para escolher num cardápio bastante variado.

Dica dO Menino
Bebelu Sanduíches - Sabor no Capricho 
1. Loja Paraíso - R. Dr. Rafael de Barros, 64
2. Loja Boulevard Tatuapé - praça de alimentaçao do 3º piso

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Atraso Não Dá Ibope


Eu sei que eu to longe faz uns dias, mas eu tava trabalhando. Virei duas noites, encontrei uma amiga querida e ainda tivemos tempo de jantar num bistrot super arrumadinho.

Mas eu ainda to cansando e DOIDO de vontade de contar mais histórias do Chander, que causou polêmica no seu primeiro post aqui no DDB!

No mais, tenho tido papos BEM legais com o Serginho (do Justo & Digno) e o Paulo (do Cantinho Escuro) por MSN! Às vezes, o autor do Confissões a Esmo aparece também, mas falamos super pouco.

To atrasado com o post sobre o show da Vovó Lauper no Via Funchal e a maratona Star Wars que fiz em casa com a cara-metade (como fala o Airborne!).

No mais, tudo bem. Andei dodói, ms já tô be melhor, pelo menos do meu descompasso interno (uma discussãozinha entre meu estômago e meu intestino - quem se f0d3 sou eu, né?).

Hoje preciso ver episódios 03 a 07 da 5ª temporada de Desperate Housewives. To atrasado pra KCT... e eu nem comecei a ver a 8ª temporada de Smallville. Ou seja, tô ferradasso de atraso!

Enquanto isso,  no iTunes, Carrie Underwood canta Some Hearts, no melhor estilo Country moderninho!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Taylor Swift - Fearless


Eu sou um consumidor frenético de nomes que as pessoas mal conhecem. Falou um nome estranho de uma cidade do Cazaquistão que tem um som legal, eu já procuro pra conhecer. Isso vale para estilo batidos, também, como o sempre romântico Country americano (nada parecido com o brasileiríssimo Sertanejo).

Sou fã, desde 1998, de Edwin McCain e, quem me conhece pessoalmente, sabe que ele embalou meu Reveillon em Paris esse ano.

Assistindo Ellen DeGeneres ontem pelo youtube (no Brasil, os episódios chegam com atraso), conheci Taylor Swift, uma garota de 18 anos, dona de uma voz poderosíssima, que faz a linha Avril Lavigne da Country Music (compõe, toca, canta etc).

Ex-namorada de um dos The Jonas Brothers (os mais novos abençoados Disney, no filme Camp Rock), ela deixou BEM claro que sabe o que quer... e não brinquem com seu coração.

Indagada por Ellen sobre o fim de sua relação, ela disse, para quem quisesse ouvir, que ela encontraria uma pessoa muito boa. E que, no futuro, nem lembraria daquela pessoa que terminou tudo com ela por telefone em 25 segundos, quando ela tinha apenas 18 anos.

A platéia foi abaixo e Ellen, boquiaberta, ficou sem fala.

A guria tem atitude!!! Imaginei que era escorpiniana, mas pelo IMDB (Internet Movie DataBase), ela é de 13 de Dezembro, uma sagitariana! (you go girl!!)

Seu novo álbum, Fearless, foi lançado 11 de Novembro, durante o programa da Ellen e, garanto, está delicioso, pra quem gosta do estilo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Olhos de Sangue: No Metro


Já era noite há algumas horas. Chander havia saido da aula de natação havia pouco tempo e rumava para casa. Estava, como sempre, de bermudão, camisa larga e chinelos, andando desapercebido do tempo, olhando as pessoas, observando os carros e ouvindo suas músicas.

Decidiu parar um pouco, antes de entrar na estação do metrô para observar o  movimento de pessoas na rua. No baile, dançado ao som de buzinas e motores. Pessoas falavam dos mais variados assuntos e ele ouvia apenas pequenos trechos, tentando imaginar de onde e para onde aquelas conversas iriam.

Se pegou observando um grupo de rapazes que atravessavam a rua e, quando mais estava desligado, um deles o olhou e comentou com o outro: "Como estava cheio de VIADO lá, não?" E saiu gargalhando, junto com os outros.

Chander virou-se, tentando controlar sua raiva. Tentando manter um pingo de razão. Seu corpo permaneceu inalterado, mas sua mente já fervilhava com emoções conflitantes. Não sabia se tinha raiva de si mesmo, por ter sido descoberto entre todas aquelas pessoas, ou daquele infame, que havia cupido em sua cara uma palavra que sempre lhe soava como xingamento.

Começou a andar, observando os rapazes que riam e desciam as escadas rolantes. Seu ódio aprofundou-se tanto e, assim, desejou que o infame caisse. Desejou com tanta força que ele se desequilibrou e caiu. Escada abaixo, rolando feito fruta podre em final de feira.

Seus amigos estavam em choque, sem saber o que fazer, enquanto a fétida criatura jazia imóvel no chão. 

Chander se aproximava, aos poucos, no ritmo lento da escada rolante, observando tudo com um pouco de satisfação. Chegou a esboçar um sorriso melancólico. Os amigos do famigerado ainda em choque cobriam as próprias bocas e andavam de um lado para o outro, sem nexo, sem noção.

Chander aproximou-se um pouco mais e abaixou-se. Percebeu que do fruto podre, ainda de bruços, não saía sangue e que ele estava desacordado. Segurou sua nuca e gritou para um dos amigos "Chamem o resgate, ele está vivo".

Minutos depois, já com o colar cervical colocado, o pútrido acordou. Chander estava ao seu lado. Os socorristas faziam todos os procedimentos e sabiam que sua ajuda havia sido essencial. Havia imobilizado o pescoço que o famigerado havia quebrado na queda. Sem sua ajuda, o mesmo rapaz que o havia intimidado com palavras e ações haveria morrido. Chander apenas esperava que ele abrisse os olhos levemente para sussurrar, sem pressa: "Calma. Está tudo bem. Mas você agora vai viver com a lembrança eterna de que foi um VIADO que salvou sua vida".

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Revelação


NUNCA escove os dentes enquanto lê Calvin & Haroldo. Pode ser prejudicial...


...para o livro

domingo, 9 de novembro de 2008

Kylie X 2008


CHEGUEI!!! E estou em êxtase. O show foi INCRÍVEL. Kylie Minogue estava linda, o som estava perfeitamente equalizado, o público era educado (desconsiderando as latas, garrafas e sacos plásticos que o povo deixou na entrada do Credicard Hall). Só fiquei PUTO porque, da altura dos meus 1m70, fiquei a ver braços com câmeras ao invés do show, já que o palco do CH tem 1m50 de altura. Mas relevei isso logo em seguida e me pus a dançar e ver algumas coisas pelo telão.

De vez em quando, eu começava a pular loucamente e via a Tia K no palco. Mas minhas panturrilhas não agüentariam os 120 minutos de show "pererecando". Vapes teimou em tentar chegar um pouco mais perto do palco, mas consegui se posicionar apenas uns 5m à frente. Depois que o show havia começado, consegui chegar perto dele.

Ficamos tentando ver as mudanças que ocorreram nas performances da Tia K, depois do roubo no hotel, na Colômbia, e da perda das bagagens pela Cia Aérea, na Venezuela (as malas foram para Valencia, ao invés de parar em Caracas). Muitos dos figurinos foram roubados e a "aranha roxa" nem apareceu!

Acho que, por causa da estrutura do CH, ela também não apareceu apoteótica, numa teia gigante do fundo do palco. Nem cantou um set inteiro que havia na programação e que ela já havia feito no tour da Europa.

Mesmo assim, estar alí, no meio do povo gritando as letras das músicas (em show, ninguém canta, ne?) e, principalmente, ver Vapes se divertindo MILHÕES, mesmo no calor dos infernos que estava na noite já valeu a pena!!!

Depois eu compro o DVD do show em Londres (sai dia 01 de Dezembro) e vejo TODO o show a menudo. Por enquanto, fico com algumas lembranças MUITO BOAS do show e das Cias: Vapes, doidão com as músicas e interagindo com pessoas que ele NEM CONHECIA; Airborne, por compartilhar do humor irônico e do maravilhoso bom humor; e Bomberbinis, porque ele não queria estar no meio de todo mundo, nem do calor, mas não reclamou e se divertiu igual.

Pérolas da Noite:
(1) antes do Encore (bis)
Airborne: Ela não vai voltar.
O Menino que Voa: calma, a tia tá descansando e tomando uma água. Ja tá velhinha, né?
Alguém que eu não conheço: ...e escapou de um câncer.
TODOS: [risos macabros]
O Menino que Voa: maldade... você foi muito mal
TODOS: mais risos

(2) ainda antes do Encore
Airborne: Será que ela só vai cantar mais uma?
O Menino que Voa: [vira-se pro telão e faz cara de bebê chorão] aaah tia!!! Canta mais ONZE? Brigadu! 

(3) No final, pedaços picados de papel alumínio dourado voavam por todo o CH
O Menino que Voa: socorro!!! Mataram as bichas q estavam lá na frente e estão jogando os restos mortais em nós!!!

(4) No carro, indo embora
O Menino que Voa: tem um pedaço de papel alúminio nas suas costas. Que nojo!
Airborne: tira isso daqui! tira isso daqui! tira isso daqui! [referindo-se aos "restos mortais"]

A TEMPO
A gente até pensou em ir pra Buenos Aires pra ver mais uma vez o show, dessa vez em camarote VIP. Mas a grana está curta. Não vai dar! Que pena... mas eu compro MESMO o DVD e faço sessão especial "sing along" e "dance along" aqui em casa. Alías... o Airborne tem o DVD do tour Showgirl e a gente Já pode fazer isso!